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Criadas condições para construção da refinaria de Cabinda


10 Setembro de 2020 | 19h28 - Actualizado em 10 Setembro de 2020 | 19h24

Luanda - As condições para o início das obras de construção da refinaria de Cabinda estão criadas, com a entrega hoje do certificado de garantia e controlo que declara livre de minas a área onde será erguida a infra-estrutura.


A ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, Faustina Alves, na qualidade de coordenadora da comissão executiva de desminagem, entregou hoje, em Cabinda, o certificado de garantia e controlo, na presença do presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Sebastião Gaspar Martins.

O início formal da construção estava previsto para Agosto passado, na planície de Malembo, cerca de 30 quilómetros a norte da cidade de Cabinda. Agora, com este acto, as obras podem começar a qualquer momento.

Foram desminadas cerca de 330 hectares em sete meses por uma equipa composta por efectivos das Forças Armadas Angolanas (FAA) e do Instituto Nacional de Desminagem (INAD), que culminou com a remoção de oito engenhos explosivos não detonados, três minas anti-pessoal, sete munições diversas e cinco mil e 318 metais diversos, cujo montante da operação orçou em mais de 53 milhões de kwanzas.

No acto, o presidente do conselho de administração da Sonangol, Sebastião Gaspar Martins, disse que a entrega de certificado de garantia e qualidades dos trabalhos de desminagem marca uma das etapas mais importantes do projecto de construção da refinaria da província de Cabinda.

Reafirmou ainda que a refinaria irá processar 60 mil barris de petróleo/dia e a sua construção será de forma faseada, cuja primeira fase (com término para 2021) deverá ter uma capacidade de refinar 30 mil barris.

A segunda fase aumentará a capacidade de refinação para 60 mil barris/dia e permitirá a reformação da nafta obtida no processo de destilação em gasolina.

Na terceira fase passará também a produzir gasóleo/diesel, o que significa que no final de 2023 a Refinaria de Cabinda estará pronta para fornecer ao mercado nacional e regional gasolina, gasóleo/diesel, combustível para aviões e nafta, contribuindo decisivamente para o abastecimento do mercado doméstico e para a dinamização das exportações angolanas.

O término das obras está previsto para 2023, num investimento de 500 milhões de dólares. A este valor, a Gemcorp, na qualidade de accionista e parceira da Sonaref no projecto, decidiu adicionar mais 30 milhões de dólares americanos, valor destinado a um sistema de pipeline e boias de amarração, para permitir a atracação de navios de grande porte junto da refinaria, visando abastecer o mercado interno e externo.

A Gemcorp assinou em Janeiro de 2020 um acordo com a Sonaref, empresa subsidiária da Sonangol, para a construção da refinaria.

A refinação do petróleo em Angola é um dos aspectos críticos do sector, uma vez que o país importa a totalidade dos combustíveis que consome.

Uma vez operacional, a Refinaria de Cabinda deverá gerar à volta de mil e 500 postos de trabalho directos e indirectos.