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BDA desembolsa mais de 10 mil milhões de Kwanzas


24 Setembro de 2020 | 12h57 - Actualizado em 24 Setembro de 2020 | 12h57

Fábrica de descasque de arroz Foto: Fernando Jamba

Lubango -O Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) desembolsou, até à presente data, 10,8 mil milhões de Kwanzas, dos 17,6 mil milhões previstos aos operadores para a compra de produtos com o selo nacional, no quadro da Linha de Crédito de Alívio Económico.


Trata-se de uma linha de financiamento, de acordo com o Decreto Presidencial 98/2020 de 09 de Abril, que prevê, entre outros, o financiamento de vários operadores para a compra da produção nacional.

A linha de crédito do BDA  tem uma taxa de 9% e maturidade de dois anos, assim como uma carência de capital de 180 dias, para financiar a compra dos operadores do comércio e distribuição aos produtores nacionais de produtos como milho, trigo, arroz, açúcar, cana-de-açúcar, massambala, massango. 

Batatas rena e doce, mandioca, feijão, ginguba, girassol, soja, bananas pão e de mesa, manga, abacate, citrinos, mamão, abacaxi, tomate, cebola alho, cenoura, berinjela, repolho, pepino, couve, carnes bovina, caprina, ovina e suína, aves, ovos (de galinha), mel, são outros produtos enquadrados para a linha de financiamento.

A linha de prioridaede integra ainda aquisição de peixes como carapau, sardinela, sardinha do reino, atum, caxuxu, corvinas, garoupas, pescadas, roncador, linguado, peixe-espada, lagosta, gamba costeira, camarão, alistado, caranguejo, choco, lulas e polvos, cacusso e bagre.

A informação foi avançada quarta-feira, 23, no Lubango, pelo director nacional para a Economia Competitiva e Inovação, do Ministério da Economia e Planeamento (MEP), João Nkosi, em conferência de imprensa sobre da primeira edição da Feira de escoamento da produção nacional “AgriHuíla”, que acontece de hoje, 24 a 27 do mês em curso.

Referiu que 68 operadores, de 15 províncias, já viram os seus projectos financiados ao nível do BDA  para a compra da produção nacional.

Apenas os operadores do Moxico, Lunda Norte e Cuando Cubango ainda não beneficiaram da referida Linha de Crédito.

“Receberam financiamento sete empresas associadas para compra de fertilizantes, salvaguardando o ano agrícola. E é importante que estes operadores dirijam-se a feira para a compra da produção”, declarou.

Já o director nacional de Desenvolvimento Rural do Ministério da Indústria e Comércio, Joaquim Pipa, explicou a missão é implementar o Programa Integrado de Desenvolvimento do Comércio Rural, que visa integrar uma cadeia integrada pela logística, transporte, operadores do frio, a indústria, num único figurino.

Relativamente a feira,  o presidente da Associação Agro-Pecuária, Comercial e Industrial da Huíla (AAPCIL), Paulo Gaspar, disse que serve para a venda de produtos, directamente ao consumidor e as grandes superfícies, assim como as empresas que receberam financiamento para a compra da produção nacional.

Para o efeito, estão inscritos 140 produtores na AgriHuíla, dos 14 municípios da Huíla, que vão expor as potencialidades e atrair o mercado de escoamento e consumo.