Sexta, 27 de Novembro de 2020
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Especialista defende cobranças para baixar crédito malparado


08 Outubro de 2020 | 17h48 - Actualizado em 08 Outubro de 2020 | 17h48

Luanda - A especialista em mercado financeiro Alcimere Noventa defendeu esta quinta-feira, em Luanda, forte aposta no mercado de cobranças, para baixar a taxa de crédito malparado que Angola regista.


Nos últimos anos Angola tem registado um aumento exponencial do crédito malparado. De 2016 a 2017 os números passaram de 13, 1 por cento para 28,8 por cento.

Em Fevereiro do ano em curso (2020), o país alcançou o valor mais alto de 35,7 por cento, segundo a estatística monetária e financeira do Banco Nacional de Angola (BNA).

Ao falar, esta quinta-feira, na conferência designada "Crédito malparado, soluções e estratégia para Angola", Alcimere Noventa insistiu na necessidade de a banca angolana fazer uma melhor reorganização das contas a receber dos seus clientes que entram em incumprimento com a instituição.

A também directora de cobranças da empresa de gestão e serviços financeiros "Positiva" entende que a melhoria na reorganização das contas vai permitir que os bancos adoptem por acções diferenciadas, tendo em conta o perfil dos clientes.

Na óptica da especialista, o mercado de crédito em Angola precisa ser fortalecido com várias iniciativas, visto que o "crédito é a ferramenta mais poderosa para viabilizar o crescimento das empresas e, consequentemente, do país".

Em traços gerais, o crédito malparado é o valor que fica em falta num empréstimo que não foi pago até ao fim.

O valor do crédito malparado existente num país é um indicador da "saúde" da sua economia.

Quanto maior for a percentagem de crédito malparado, mais são os indícios de que existe um problema económico que leva as famílias e empresas a não cumprirem as suas obrigações.