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Jardins da Yoba produz mais de uma tonelada de mel


13 Outubro de 2020 | 16h35 - Actualizado em 13 Outubro de 2020 | 16h35

Huíla: Svetlana Pereira - vice-CEO dos Jardins da Yoba Foto: Amélia Oliveira

Lubango - Pelo menos uma tonelada e 200 quilogramas de mel foram produzidos de Janeiro a data presente pelo grupo "Jardins da Yoba", fixado no município da Chibia, uma produção baseada nas regras internacionais, já embalada em fracos e destinada aos mercados de Luanda e Huíla, 200 kg a mais em relação a 2019.


O grupo Jardins da Yoba começou a produzir mel em 2017 com uma quantidade anual de quatro toneladas e 400 Kg, mas a produção caiu em 2019 uma tonelada, em função de uma praga de escaravelho ao longo de uma das fazendas, fazendo com que um dos apiários ficasse sem produção expressiva até ao princípio deste ano.

O mel é extraído e embalado observando a regras sanitárias, uso do método de centrifugação a frio, sem aquecimento ou qualquer outra manipulação que possa a interferir na qualidade do produto final ou diminuir as propriedades benéficas do mesmo.

Neste momento, possuem  60 colmeias profissionais tipo “Langstroth” e 20 tradicionais (curtiços) instaladas em quatro fazendas da empresa, nomeadamente Mucuma, Chaungo, Yoba (Chibia) e Humpata, na razão de um apiário para cada.

Em declarações à Angop hoje, no Lubango, a vice-presidente da empresa, Svetlana Pereira disse pretendem fazer uma segunda colheita, durante o mês em curso, de mais 400 a 500 quilogramas de mel.

Segundo ela, a quantidade de produção depende de vários factores, como condições em que está instalado o apiário, com as regras internacionais, pois o conjunto de colmeias devem estar instalado a distância de quatro quilómetros das áreas de qualquer tipo de produção agrícola, devido a utilização de agro-tóxicos ou fertilizantes.

A também directora técnica da empresa referiu que multiplicação das famílias das abelhas melíferas é um processo específico e lento, mas estão a trabalhar para terem um projecto de chegar as mil colmeias a produzir mel até 2021 e preparar a base jurídica para a importação do produto.

“As abelhas são muito sensíveis a esse tipo de toxinas e os animais domésticos não podem ter o acesso as áreas reservadas para o apiário, assim como deve existir na zona reservada, o acesso à água corrente e limpa, bem como a presença de floração suficiente para as abelhas recolherem o néctar, uma zona que deve manter-se fora do acesso das pragas e parasitas”, explicou.

Svetlana Pereira acrescentou que as colmeias devem corresponder as regras sanitárias e ter a manutenção adequada e permanente, sendo que nos anos de seca a produção cai devido à falta de água e floração suficiente.

informou que estão com os projectos de expansão dos apiários nas zonas consideradas ecológicas da províncias de  Huila e Cunene, colaborando com pequenos produtores tradicionais, que têm a actividade nesta área, no sentido de dar a formação, o apoio na instalação dos apiários, na multiplicação dos enxames e na salvação e recolha  dos enxames novos.

Este é o primeiro projecto de produção de mel, com esta dimensão, que a província da Huíla experimenta através deste grupo empresarial fundado em 2014, e que actua nas áreas agro-pecuárias e no ramo industrial.