Terça, 24 de Novembro de 2020
    |  Fale connosco  |   Assinante    
 

Calcários da Huíla produz dez mil toneladas para correcção de solos


30 Outubro de 2020 | 09h36 - Actualizado em 30 Outubro de 2020 | 10h25

Fábrica de Calcários Foto: Amélia Oliveira

Lubango - A fábrica Calcários da Huíla coloca, anualmente, no mercado dez mil toneladas de calcário dolomítico para correcção de solos, melhorando os rendimentos agrícolas.


Trata-se da única empresa do género a nível da região sul, que atende també às províncias do Huambo e do Bié, instalada no município da Humpata, que está funcional desde Setembro de 2011, fruto de um financiamento do Banco Angolano de Investimentos (BAI), em 2009,  no valor de um milhão e 800 mil dólares, dos cinco milhões previstos.

A fábrica tem  capacidade para produção de 20 mil toneladas ano de calcário dolomítico, mas com uma produção de apenas  50%, já que ainda aguarda o financiamento complementar para ampliar a linha da produção.

Para além do calcário estão a produzir a cal hidráulica, para os mercados da Huíla, Benguela e Namibe, cal hidratada para a Huíla e o carbonato de cálcio para Luanda, este último destinado à ração animal, fundamentalmente em aviários.

A produção anual dos referidos produtos cinge-se em 10 mil toneladas de calcário, 100 toneladas de cal hidratada, uma média de 500 de carbonato de cálcio, ao passo que a cal hidráulica é produzida em função da procura do produto.

A empresa tem em stock 300 toneladas de calcário dolomítico e 100 de cal hidráulica.

A Calcários da Huíla trabalha com dois tipos de rochas, nomeadamente a dolomítica (na qual é tirada o calcário e cal hidráulica) e a calcítica (cal hidratada e carbonato de cálcio), sendo que posteriormente a empresa pensa em alargar para mais outros produtos.

Em declarações à Angop, o sócio-gerente da empresa, João Teixeira, afirmou que a falta de poder de compra, aliada ao desconhecimento do produto desde a altura em que a fábrica começou a funcionar, as receitas obridas estão aquém dos custos operacionais.

Com o financiamento incompleto para concluir a empresa, avançou, nunca tiveram uma central de britagem necessária para a fábrica, daí que não conseguem atingir a capacidade de produção instalada.

Frisou que trabalham com dois moinhos, um com capacidade de 30 toneladas dia e outro com capacidade de 60, estando em falta moinhos, pás carregadoras, giratórias, central de britagem e algumas viaturas para movimentação das rochas, pois estão instalados a dois quilómetros da área de extracção.

Até o momento, salientou, já investiram três milhões de dólares no projecto.

A fábrica labora com 30 trabalhadores efectivos e em épocas com muita procura admitem entre 30 a 40 eventuais, mas pretendem chegar a uma força de trabalho fixa de 100 pessoas, dando primazia à comunidade local.

O estaleiro está instalado numa área de um milhão de metros quadrados (100 hectares), com um raio de 500 metros no mínimo das casas vizinhas, ao passo que a área de extracção é de três milhões de metros quadrados (300 hectares), com um tempo de vida útil de 229 anos para exploração.