Quarta, 25 de Novembro de 2020
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Cuando Cubango: Ex-militares com meios para fomento da agricultura


29 Outubro de 2020 | 12h09 - Actualizado em 29 Outubro de 2020 | 12h09

Menongue - Pelo menos 60 famílias de ex-militares residentes na aldeia do Cassela, cerca de 70 quilómetros a sul de Menongue, capital do Cuando Cubango, beneficiaram nesta quarta-feira de um tractor e suas alfaias para o fomento da actividade agrícola, na campanha 2020/2021.


Num total de 420 associados, em uma cooperativa, os ex-militares, antes, cultivavam apenas com enxadas e catanas.

Com esses meios, os camponeses estão agora em melhores condições de cultivarem o milho, massango, massambala, mandioca, feijão-frade e outras culturas.

Os meios entregues pelo governo do Cuando Cubango enquadram-se no programa de fomento da agricultura familiar, com vista o combate à fome e à pobreza no seio das comunidades rurais.  

O administrador municipal de Menongue, Júlio Vidigal, sublinhou que o objectivo é garantir a auto-suficiência alimentar das famílias dos ex-militares, bem como aumentar a produção agrícola.

Reconheceu os esforços dos ex-militares, muitos deles deficientes físicos, por isso houve a necessidade da entrega do tractor, suas alfaias e equipamento para a devida manutenção, para facilitar o trabalho.

Na localidade vivem mais de duas mil pessoas, que carecem do apoio contínuo do governo.

As famílias camponesas do Cassela têm comercializado, nos últimos meses, em função das colheitas da campanha agrícola 2019/2020, quantidades elevadas de feijão-frade, milho e gengibre, em 105 hectares que serão aumentadas em função da agricultura mecanizada, na colheita 2020/2021.

No princípio do mês em curso, com a finalidade de elevar o empoderamento das famílias e mitigar o índice de pobreza na população, 344 famílias da mesma aldeia Cassela foram beneficiadas com mil e 500 pintos para o incremento da produção de galinhas e ovos no seio da comunidade.

A acção, no âmbito do programa do Ministério da Agricultura e Pescas, prevê atingir mais de cinco mil famílias vulneráveis nesta primeira fase, num horizonte temporal de oito meses.