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Ministro quer programas agrícolas resilientes


28 Outubro de 2020 | 22h31 - Actualizado em 28 Outubro de 2020 | 22h30

campo de Produção de tomate na huíla Foto: Morais Silva

Luanda - O ministro das Relações Exteriores, Téte António, destacou, nesta quarta-feira, a necessidade de se construir e tornar resilientes os sistemas da agricultura e das pescas, no actual contexto marcado pela pandemia da Covid-19, pragas, alterações climáticas.


Segundo o ministro, que falava na abertura da 31ª sessão da Conferência Regional da FAO para África, a agricultura, com cerca de 80 por cento da força produtiva na Região Austral, continua a ser a principal fonte de subsistência da maioria dos cidadãos dos países da sub-região.

Conforme o governante, a crise provocada pela pandemia da Covid-19 expos, novamente, a vulnerabilidade da sub-região a choques externos, uma vez que a maioria das rotas de procura e oferta estão ligadas a alguns epicentros do coronavírus.

“Nesta conformidade, afigura-se primordial os esforços concertados a nível multilateral, no sentido de se trabalhar num programa comum que visa garantir a segurança alimentar e sistemas agroalimentares sustentáveis, pelo que recomendamos melhor coordenação na disponibilização da assistência técnica, capacitação e financiamento para o efeito”, reforçou Téte António.

Para Téte António, com a erradicação da fome e da pobreza plasmada nos objectivos 1 e 2 dos ODS e na Agenda 2030 das Nações Unidas, a FAO é o parceiro essencial na articulação e implementação de acções coordenadas visando atender os desafios, quer a nível nacional, regional e global, principalmente no que diz respeito às questões de segurança alimentar e nutrição em África.

O continente africano, adiantou, enfrenta desafios complexos e multifacetados, que requerem um aumento exponencial da sua produtividade agrícola, capaz de originar o incremento do rendimento dos pequenos produtores de alimentos, particularmente mulheres, agricultores de subsistência, pastores e pescadores, inclusive através da garantia de acesso igualitário à terra e a outros recursos produtivos tais como conhecimento, serviços financeiros, mercados e oportunidades de agregação de valor e de emprego.

O ministro adiantou que o Fundo Fiduciário de Solidariedade Africana deve ser reforçado, por ser um instrumento essencial na materialização de vários projectos que oferecem oportunidades aos agricultores com pequenos agro-investimentos.

Afirmou que, enquanto membro de pleno direito da FAO, Angola atribui grande importância a esta organização e pretende continuar a ter uma participação dinâmica nos trabalhos desenvolvidos, incluindo através da inserção dos seus quadros nacionais nesta Agência do sistema das Nações Unidas.

Destaca o papel da FAO na reinserção social de famílias angolanas, no período pós conflito, ajudando a dinamizar a agricultura familiar, entre outros.  

Téte António afirmou que o Presidente da República, João Lourenço, tem impulsionado reformas estruturais, que têm melhorado o ambiente de negócios no país, criando as condições favoráveis para atracção de maior investimento directo estrangeiro em prol da diversificação da economia, com o sector da agricultura a jogar um papel preponderante.