Terça, 24 de Novembro de 2020
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Produção de sal pode atingir 130 mil toneladas em Benguela


27 Outubro de 2020 | 12h13 - Actualizado em 27 Outubro de 2020 | 12h13

Salinas em Benguela Foto: António Lourenço

Benguela - Pelo menos 130 mil toneladas de sal poderão ser produzidas até ao final deste ano, na província de Benguela, um aumento de 10 mil em relação a 2019, à luz dos investimentos em curso em salineiras nas zonas do Chamume e da Macaca, soube hoje a Angop.


Segundo os grandes produtores da cidade do Sal (Chamume), no município da Baía Farta, o objectivo é garantir a auto-suficiência do país em termos deste produto e a exportação do excedente.

O proprietário da salineira Calombolo, Adérito Areias, informou que inaugurou recentemente um canal de seis quilómetros que está a transportar água do mar a 400 hectares de terreno, onde espera produzir cerca de 100 mil toneladas de sal bruto/ano, superando deste modo as 80 mil toneladas produzidas em 2019.

"O nosso grande objectivo é produzir cada vez mais e ajudar no crescimento do sector salineiro do país”, expressou.

Já a salineira Chamume, com uma produção de pouco mais de 10 mil toneladas/ano, está a investir em novos cristalizadores e evaporadores, numa área de 450 hectares, o que permitirá o aumento gradual da produção, já a partir deste ano.

Outra aposta desta unidade de produção, segundo o seu proprietário, Manuel Rodrigues, além da ampliação da salina, é o crescimento da fábrica, absorvendo as duas unidades cerca de 500 trabalhadores.

“A perspectiva da fábrica é refinar o sal e produzi-lo em frasco, em quilogramas, e empacotar a flor do sal”, disse.

A secretária de Estado das Pescas, Esperança da Costa, que visitou estes projectos neste fim-de-semana, para aferir o quadro dos investimentos, necessidades e a qualidade do produto, disse que esta é uma grande aposta para o país, uma vez que a produção local de sal corresponde às necessidades de consumo humano e animal.

“O ideal seria também responder às necessidades de consumo industrial, pelo que os investimentos no sector são bem-vindos”, referiu.

A cidade do Sal, 20 quilómetros a sul da sede municipal da Baía Farta, é um dos projectos mais ambiciosos para garantir a auto sustentabilidade na produção deste produto a nível do país e deverá ocupar uma área de 11 mil hectares.