Quinta, 03 de Dezembro de 2020
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ANEP concorda com adiamento no ensino primário


25 Outubro de 2020 | 10h41 - Actualizado em 26 Outubro de 2020 | 14h09

Retorno às aulas no ensino primário adiado Foto: Pedro Parente

Luanda - A Associação Nacional do Ensino Privado (ANEP) considerou, neste domingo, assertivo o adiamento do retorno às aulas no ensino primário.


O Governo anunciou, na passada sexta-feira, 23, o adiamento sine die do regresso dos estudantes do ensino primário às aulas, em função do aumento de casos de Covid-19 no país.

Estava previsto para esta segunda-feira, 26, o recomeço das aulas no ensino primário (da 1.ª à 5.ª classe), que inclui a maior franja do sistema de ensino.

No âmbito deste cronograma, elaborado pelo Governo, as aulas recomeçaram a 05 de Outubro, nas classes de transição (6.ª, 9.ª, 12.ª e 13.ª classes).

Nesta mesma data, no cumprimento da estratégia de regresso gradual, recomeçaram as aulas em todo o sistema universitário do país.

Já o retorno às aulas da 7ª, 8ª, 10ª e 11ª classes do I e II ciclo do ensino secundário aconteceu na passada segunda-feira, 19.

Nesta nova fase, as turmas devem ser divididas em grupos de até 20 alunos. No ensino primário e I ciclo, as aulas têm a duração de 02h30, ao passo que no II ciclo do ensino secundário terão de  03h30. Neste formato, não haverá intervalos.

De acordo com o presidente da ANEP, António Pacavira, que falava à ANGOP, o Executivo tomou a melhor decisão, olhando para a protecção da população estudantil, embora provoque consequências financeiras graves aos agentes do sector do ensino privado.

Conforme o responsável, do ponto de vista sanitário, a situação é bastante preocupante e a medida é o único recurso que Angola tem para se defender e se resguardar contra uma pandemia perigosa e letal.

"Pelo andar da coisa e o aumento de casos, resta-nos a criação de alternativas para manter as crianças a aprender sem colocar em risco o seu bem-estar e o seu desenvolvimento psico-social", reforçou.

António Pacavira apelou ao Estado para se encontrar alternativas educacionais junto dos parceiros, de forma a manter-se alguma pedagogia activa.

O gestor sugere a necessidade de um esforço para a aquisição de tablets e computadores, reduzir os preços dos serviços de internet, tornando-os mais acessíveis para pais e encarregados de educação, assim como a distribuição de cadernos de exercícios e fascículos.

As aulas em Angola foram interrompidas em Março, altura em que surgiram os primeiros casos da Covid-19, contando, actualmente, com 9.026 casos positivos, dos quais 267 óbitos, 3.461 recuperados e 5.298 activos.

Dados disponíveis indicam que o país possui dois mil colégios (primário, I e II ciclo do ensino secundário), dos quais 666 em Luanda. Estes contam com um milhão e 500 alunos matriculados.

No geral, o país controla 18 mil e 297 escolas (com 97 mil e 459 salas de aulas em funcionamento no ensino geral), estando matriculados mais de 10 milhões de alunos do ensino primário, I ciclo do ensino secundário e II ciclo do ensino secundário.

O sector conta com 200 mil professores.