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Covid-19: Secretário de Estado admite escassez de água em algumas escolas


21 Outubro de 2020 | 17h02 - Actualizado em 21 Outubro de 2020 | 17h38

Secretário de Estado para Educação Pré-escolar e Ensino Primário, Pacheco Francisco Foto: Valentino Yequenha

Cuito - O secretário de Estado para Educação Pré-escolar e Ensino Primário, Pacheco Francisco, admitiu nesta quarta-feira, no Cuito, Bié, haver dificuldades de água em algumas instituições escolares do ensino primário.


Pacheco Francisco fez esta declaração à imprensa local, no âmbito da visita de três dias que efectua desde terça-feira ao Bié, para constatar as medidas de biossegurança nas escolas no quadro do combate e prevenção da Covid-19.

Está previsto para o dia 26 deste mês, o recomeço das aulas no ensino primário (da 1.ª à 5.ª classe), que inclui a maior franja do sistema de ensino.

Nesta nova fase, as turmas devem ser divididas em grupos de até 20 alunos.

No ensino primário e I ciclo, as aulas têm a duração de 02h30, ao passo que no II ciclo do ensino secundário são de 03h30. Neste formato, não haverá intervalos.

No âmbito deste cronograma, elaborado pelo Governo, as aulas recomeçaram a cinco de Outubro, nas classes de transição (6.ª, 9.ª, 12.ª e 13.ª classes).

Nesta mesma data, no cumprimento da estratégia de regresso gradual, recomeçaram as aulas em todo o sistema universitário do país, enquanto que a 19 deste mês reiniciaram as aulas dos alunos da 7ª, 8ª, 10ª e 11ª classes do I e II ciclo do ensino secundário.

O secretário de Estado indicou que do périplo já efectuado, em algumas escolas da província, constatou-se a falta de água, mas as instituições e o Governo tudo fazem para mitigar a situação.

Pontualizou que as dificuldades financeiras que o país atravessa têm condicionado a materialização de vários programas. Referiu que as condições de biossegurança nas instituições escolares irão melhorar com o passar do tempo, com os recursos financeiros a serem disponibilizados para o efeito.

Ressaltou ainda que o orçamento atribuído para a aquisição da merenda escolar tem sido utilizado na compra de material de biossegurança.

Mostrou-se ainda preocupado com a vandalização de muitas escolas, principalmente do ensino de base e pediu a responsabilização dos seus autores quando forem apanhados a praticar tais actos.

No âmbito da visita ao Bié, Pacheco Francisco radiografou já as condições de biossegurança em diversas escolas do município do Chinguar, Cuito e quinta-feira desloca-se ao Andulo, com o mesmo propósito.

O sector da Educação no Bié controla mil 396 escolas, com uma população estudantil de 625 mil 777 alunos, desde a iniciação até a 13ª classe, que estão suportados por 13 mil 937 professores.