Quinta, 04 de Março de 2021
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Grupo de Lima compromete-se em não considerar opção militar na Venezuela


05 Fevereiro de 2019 | 13h42 - Actualizado em 05 Fevereiro de 2019 | 13h41

Ottawa - O Grupo de Lima, com a ausência do México, que se desvinculou da iniciativa após a chegada ao poder do presidente Andrés Manuel López Obrador, disse que vai reiterar o seu apoio a um processo de transição pacífica através de meios políticos e diplomáticos sem o uso da força.


Esta afirmação foi feita na reunião de emergência do grupo de Lima que terminou segunda-feira em Ottawa, Canadá.

A reunião de emergência do Grupo de Lima terminou com o compromisso dos seus membros em não considerar a opção militar para forçar a saída de Nicolás Maduro da presidência da Venezuela e um pedido para outros países que aumentem a pressão económica sobre o seu governo.

O Grupo de Lima também decidiu que a partir da próxima reunião, que será realizada "em breve" na Colômbia, integrará a Venezuela com a incorporação de um representante do autoproclamado presidente interino venezuelano, Juan Guaidó, uma função que será assumida pelo político e advogado Julio Borges.

Durante a entrevista colectiva, a anfitriã da reunião, a ministra das Relações Exteriores do Canadá, Chrystia Freeland, repetiu que nem o Grupo de Lima, nem o seu próprio governo contemplam a opção militar.

"O Canadá exclui a opção militar, a intervenção militar", afirmou, de forma taxativa, a chanceler canadiana, que se transformou num dos principais motores da campanha internacional contra o governo de Maduro.

O ministro das Relações Exteriores do Peru, Néstor Popolizio, que ao lado de Chrystia Freeland participou da conferência de imprensa, falou de forma semelhante a colega canadiana.