Terça, 01 de Dezembro de 2020
    |  Fale connosco  |   Assinante    
 

Trump volta impor tarifas sobre aço e alumínio de Brasil e Argentina


02 Dezembro de 2019 | 14h17 - Actualizado em 02 Dezembro de 2019 | 14h17

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Foto arquivo) Foto: Pedro Parente

Washington - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse hoje, segunda-feira, que Brasil e Argentina estão a desvalorizar as próprias moedas e que, por isso, anunciou que voltará a impor tarifas sobre aço e alumínio provenientes dos dois países da América do Sul.


O chefe de Estado norte-americano anunciou a medida via uma publicação na sua conta oficial do Twitter.

"Brasil e Argentina têm comandado uma desvalorização maciça de suas moedas. O que não é bom para os nossos fazendeiros. Portanto, com efeito imediato, restaurarei as tarifas de todos os aços e alumínio enviados para os EUA a partir desses países. O Federal ​Reserve (Fed, o banco central americano) precisa agir para que países não tirem vantagem de nosso dólar forte para desvalorizar ainda mais suas moedas. Isso dificulta para as nossas fábricas e para os nossos fazendeiros exportar de maneira justa os seus bens", sublinhou.

Após o anúncio de Trump, Bolsonaro reagiu à faar do presidente dos EUA e disse que vai conversar com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e que, se for o caso, vai falar directamente com Donald Trump.

"Vou falar com o Guedes hoje. Alumínio? Vou falar com o Paulo Guedes agora. Vou conversar com o Paulo Guedes. Se for o caso, ligo para o Trump. Eu tenho um canal aberto com ele", disse Bolsonaro, citado pelo G1.

Em Março do ano passado, Trump havia anunciado a imposição de uma sobretarifa de 25% sobre as importações de aço e de 10% sobre as de alumínio de vários países, incluindo o Brasil, maior exportador para os EUA.

A decisão provocou reacções de diversos sectores e em Agosto, Trump voltou atrás e decidiu flexibilizar a política de taxas sobre as tarifas.

Desde o início do ano até a última sexta-feira (29), o dólar já subiu 9,4% em relação ao real, o que torna as exportações brasileiras mais baratas e aumenta a competitividade dos produtos do país no mercado externo.