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Jacinda Arden com maioria absoluta à vista na Nova Zelândia


17 Outubro de 2020 | 10h31 - Actualizado em 17 Outubro de 2020 | 10h38

Bandeira da Nova Zelândia Foto: Divulgação

Wellington - O Partido Trabalhista da primeira-ministra da Nova Zelândia Jacinda Ardern poderá alcançar uma maioria absoluta nas eleições legislativas de hoje, segundo as projeções de resultados quando estavam contados cerca de 20 por cento dos votos.


De acordo com a Comissão Eleitoral neozelandesa, Jacinda,de  40 anos, poderá assegurar um segundo mandato com 50,3 por cento dos votos, que lhe garantiriam a eleição de 65 dos 120 deputados ao Parlamento.

O Partido Nacional, da oposição, liderado pela conservadora Judith Collins e que mudou de líder três vezes este ano, tinha 29,9 por cento dos votos, o que se traduz em 34 lugares, de acordo com os dados da Comissão Eleitoral, citados pela agência EFE.

Se o Partido Trabalhista não conseguir uma maioria absoluta, poderá contar com o apoio do Partido Verde, seu aliado tradicional e com o qual formou uma coligação governamental em 2017, juntamente com a formação nacionalista New Zealand First (NZF).

A Comissão Eleitoral antecipou também que os Verdes obteriam oito por cento dos votos e o partido minoritário ACT 7,7, um resultado que lhe permitiria ocupar dez lugares cada um no Parlamento.

Ardern, elogiada em todo o mundo pela forma como gere a pandemia de covid-19 no seu país, terá de liderar a recuperação económica da Nova Zelândia, que hoje também realizou dois referendos para decidir sobre a legalização da marijuana recreativa e a eutanásia voluntária.

Com 4,8 milhões de habitantes, o país da Oceânia tem o registo de 25 mortos provocados pela covid-19 em pouco mais de 1.800 casos de infeção, segundo dados da universidade norte-americana Johns Hopkins.