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Encerradas 94 seitas religiosas na Huíla


28 Novembro de 2018 | 15h47 - Actualizado em 28 Novembro de 2018 | 18h17

Bernardino Gabriel, chefe de departamento da cultura Foto: Morais Silva

Lubango - Noventa e quatro igrejas que exercem actividade à margem da lei e em condições precárias de acomodação dos fiéis começaram hoje, quarta-feira, a ser encerradas, na província da Huíla, no âmbito da Operação Resgate.


A informação foi prestada à Angop, no Lubango, pelo chefe de departamento de cultura e arte e património do Estado, Bernardino Gabriel, à margem da segunda reunião do Gabinete Provincial da Huíla da Cultura, Turismo e Juventude e Desporto com as autoridades religiosas.

Segundo Bernardino Gabriel, o encontro visou estreitar as relação entre o gabinete e as igrejas existentes na província e fazer uma avaliação da situação real do movimento religioso. O governo provincial tem sob controlo 52 igrejas legais e 61 com processos pendentes para a legalização, pois desde 1992 que o Estado angolano não reconhece novas denominações.

A operação está a decorrer a nível dos 14 municípios e visa repor a ordem, a tranqulidade e a segurança nas localidades e nas vias públicas.

Sem apontar números, destacou os municípios do Lubango, Matala, Caluquembe, Chibia e Humpata  como sendo os que mais congregam igrejas na condição de ilegais.        

Sobre o assunto, o pastor Maurício Cachindele, da Igreja Evangélica Congregacional de Angola (IECA), felicitou o governo pelo encontro com os lideres religiosos, considerando ser um acto positivo por servir como meio para a transmissão de informações sobre o trabalho a ser realizado.

Realçou que como cristãos, é preciso olhar ao que interessa a maioria, pois, mais do que acusações, a igreja deve pensar naquilo de bom que está a fazer para a sociedade.