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Músico Bonga faz crítica aos contracultura


13 Dezembro de 2019 | 02h05 - Actualizado em 13 Dezembro de 2019 | 07h21

Músico Bonga Foto: Henri Celso

Luanda - O músico Bonga Kwenda teceu quinta-feira, em Luanda, duras críticas a um movimento sociocultural e político angolano que prefere divulgar a música estrangeira em detrimento da nacional.


O artista fez o referido comentário durante à conferência de imprensa de lançamento do Show do Mês, que acontece no Centro de Conferência de Belas (dia 14), e do Muzongué da Tradição (dia 15).

O músico disse que essa “negação” é visível também na comunicação social nacional, apesar de músicos de top internacional interpretarem, por exemplo, as suas músicas.

“É um hábito que se tornou recorrente nas nossas vidas. Estarmos mais em sintonia com o outro que não faz parte da nossa vida. Que tristeza”, lamentou.

Durante a conferência, Bonga anúncio estar a gravar um novo trabalho discográfico de dez músicas que vai estar “carregado de musseque” e terá a participação da artista Camélia Jordana.

Por um lado, afirmou ser necessário que se crie uma política de massificação, valorização e promoção do semba a nível do país, com vista torná-lo também Património Imaterial Cultural da Humanidade.

Por outro lado, chamou atenção para a possibilidade da Rebita e o Kizomba virem a desaparecer, tal como aconteceu com outros géneros musicais.

“Está acabar vertiginosamente. E quem se aproveita são os comerciantes no show business que ganham o que têm que ganhar e depois deixam cair”, afirmou José Barcelô de Carvalho.