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Morreu músico Waldemar Bastos


10 Agosto de 2020 | 12h11 - Actualizado em 10 Agosto de 2020 | 20h46

músico Waldemar Bastos morreu em lisboa Foto: Cedida

Luanda - Morreu, nesta segunda-feira, em Lisboa (Portugal), vítima de doença, o músico angolano Waldemar Bastos.


A informação sobre a morte do autor de “Pitanga Madura”, “Velha Chica”, entre outras referências do music hall angolano, foi confirmada à Angop pelo adido cultural da Embaixada de Angola em Portugal, Luandino de Carvalho.

Luandino Carvalho avançou  que o músico se encontrava doente já há algum tempo.

De acordo com o diplomata, Waldemar Bastos traduziu com muita qualidade a angolanidade da " nossa música"  e era com muita mestria que compunha os mais variados temas da cultura de Angola.

"Deixou um legado para as futuras gerações que o deverão divulgar, respeitar e cantar", acrescentou Luandino Carvalho.

Por dentro
Waldemar dos Santos Alonso de Almeida Bastos, conhecido como Waldemar Bastos, nasceu em M'Banza Kongo, capital da província do Zaire, a 4 de Janeiro de 1954.

Começou por cantar com uma idade muito precoce, utilizando instrumentos do seu pai. Após a independência, em 1975, emigrou para Portugal.

Ao longo dos mais de 40 anos de carreira, foi distinguido com um Diploma de Membro Fundador da União dos Artistas e Compositores (UNAC-SA) e com Prémio Award, em 1999, pela World Music.

O jornal “New York Times” considerou, em 1999, o seu disco “Black Light” uma das melhores obras da época.
 

Em 2018 foi distinguido, pelo Governo angolano, com o Prémio Nacional de Cultura e Artes, na categoria de Música.

Discografia


1983: Estamos Juntos (EMI Records Ltd)
1989: Angola Minha Namorada (EMI Portugal)
1992: Pitanga Madura (EMI Portugal)
1997: Pretaluz [blacklight] (Luaka Bop)
2004: Renascence (World Connection)
2008: Love Is Blindness (2008)
2012: Classics of my soul (2012)