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Angola: MPLA analisa crise do país com responsabilidade - Dino Matrosse


21 Junho de 2016 | 13h31 - Actualizado em 21 Junho de 2016 | 13h31

Secretário-geral do MPLA, Julião Mateus Paulo "Dino Matrosse"

Foto: Lino Guimarães



Luanda - A crise económica e financeira que assola o país é analisada dentro das estruturas do MPLA com muita responsabilidade e preocupação, porque afecta a nação inteira, afirmou, nesta segunda-feira, o secretário-geral deste partido, Julião Mateus Paulo "Dino Matrosse".


O político, que intervinha no programa “A Grande Entrevista” da Televisão Pública de Angola, adiantou que o MPLA tem estado a ajudar o Executivo a gizar medidas com vista a  diversificar a economia.

Considerou que este pressuposto implica encontrarem-se outras soluções, tanto a nível da agricultura, da indústria ou do turismo, que permitam ultrapassar a crise que afecta a nação.

Julião Mateus Paulo sublinhou que a análise do actual momento exige que se tenha em conta que Angola vem de um conflito armado e a sua economia ainda é débil, apesar de ter registado, há alguns anos, um crescimento na ordem dos 17 porcento.

“Não se podia implantar uma indústria no Huambo ou no Moxico numa altura em que as vias de comunicação não eram boas, aliado ao facto que não se poder ter uma indústria  a funcionar com geradores” disse.

Recordou que, após o fim do conflito armado, em Abril de 2002, grande parte das centrais hidroelétricas encontravam-se destruídas como são os casos do Lomaum e das Mabubas, entre outras.

Lembrou que, na altura em que o governo pensou em construir a barragem hidroeléctrica de Capanda, foi criticado, no entanto hoje se dá razão a todos aqueles que pensaram neste projecto.

“Pensávamos, na altura, que este projecto era um gigante, mas hoje, tendo em conta as nossas necessidades, é uma gota no oceano”, sustentou.

Quando se alcançou a paz, Angola era considerado um dos países mais minados no mundo, os caminhos-de-ferro não funcionavam, estiveram parados durante 27 anos, e, para pôr os comboios a circular, teve-se de criar grupos de desminagem com altos custos, recordou.

Hoje, depois dos esforços do Estado, das organizações não-governamentais nacionais e internacionais, já se pode dizer que nas áreas desminadas surgem grandes complexos agrícolas e o Executivo vai continuar a sua acção.

“O Processo da diversificação da economia ainda não está nos níveis desejados, pois estamos a começar (...), mas a perspectiva é de continuar e estender a diversificação a todos os sectores da vida socioeconómica do país, quer se tenha ou não, no futuro, bom preço do petróleo ou dos diamantes", concluiu.