Segunda, 18 de Janeiro de 2021
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Enaltecida verticalidade e intelectualidade de Ambrósio Lukoki


05 Outubro de 2018 | 12h40 - Actualizado em 05 Outubro de 2018 | 20h03

Presidente João Lourenço rende homenagem ao nacionalista Ambrósio Lukoki

Foto: Cortesia de Francisco Bernardo/Ediçoes Novembro



Luanda - O Presidente da República, João Lourenço, e várias personalidades políticas renderam nesta sexta-feira homenagem ao nacionalista Ambrósio Lukoki, falecido na segunda-feira, aos 78 anos de idade, exaltando, a verticalidade e o potencial intelectual do finado.



No velório, ocorrido no Quartel-general das Forças Armadas Angolanas, o estadista angolano depositou uma coroa de flores junto da urna com os restos mortais do primeiro ministro da educação da Angola independente e transmitiu sentimentos de pesar a família enlutada.  

O Presidente João Lourenço assinalou, no livro de condolências, que Ambrósio Lukoki pertence a gesta de jovens angolanos que se entregaram a causa da luta de libertação nacional contra o colonialismo português e que culminou com a proclamação da Independência Nacional, a 11 de Novembro de 1975.

Para o Chefe de Estado, Lukoki era um intelectual exemplar, político corajoso e defensor de princípios da ética, patriotismo e outros valores nobres e desempenhou funções importantes na política, educação, cultura e na diplomacia, sempre com o objectivo de servir Angola e os angolanos.

O ministro de Estado do Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes, disse ser uma perda irreparável de um nacionalista e militante consequente do MPLA que deu o seu contributo nas diversas fases de luta de maneira clarividente, objectiva e efectiva, que fizeram dele um”grande cidadão angolano”.

O inspector-geral do Ministério da Relações Exteriores, António Viegas, refere tratar-se de uma figura incontornável da história de Angola, que merece a digna homenagem pela contribuição a libertação e desenvolvimento do país.


O vice-presidente da CASA-CE, André Mendes de Carvalho, afirmou que admirava Ambrósio Lukoki pelas posições críticas em defesa de política de quadros e para a reforma do sistema educativo.


O secretário para Informação do MPLA, Paulo Pombolo, considerou tratar-se de uma figura histórica destacada na luta de libertação nacional, pedagogo, ideólogo de larga estatura, que ensinava a humildade e patriotismo, que introduziu reformas na educação ideológica dos militantes o seu partido.


Paulo Pombolo considera o defunto um exemplo para o fortalecimento do MPLA, consolidação da paz, unidade nacional e defesa da integridade do solo pátrio.  


O professor Mário Pinto de Andrade disse ser uma perda muito grande para Angola pelo facto de Ambrósio Lukoki ter sido um dos mais importantes intelectuais depois da independência Nacional, como professor, pedagogo, ideólogo e cidadão político.


Era dos grandes homens que ainda teria muito para dar pelo país, declarou Mário Pinto de Andrade, atribuindo a Lukoki a iniciativa da  maior reforma implementadas no domínio da educação na década de 80, no país.


 Um dos genros, Humberto Roberto, lembra o sogro por transmitir bastos valores morais à famílias, particularmente, aos netos, como o respeito ao próximo e as ideias alheias, bem como a liberdade de pensamento.


O chefe de estado-maior general, general António Egídio de Sousa Santos, disse ter conhecido o finado há 40 anos, agradecendo por ter  contribuído para a consolidação da sua formação a nível de doutoramento, disponibilizando inclusivo, alojamento em Kinshasa, e promovendo o contacto com a intelectualidade do então Zaíre, actual República Democrática do Congo (RDC).


Para a ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, foi um homem de cultura, que deixa a sua presença indelével da educação e cultura do país como historiador, homem académico que se entregou à educação e ao estudo da realidade etimológica do país.


Era um grande patriota de convicções firmes, de princípios e valores que dignificam os angolanos e que a juventude deverá seguir como homem persistente que lutou por Angola, pelos angolanos, pela paz, unidade nacional e pela concórdia, rematou Carolina Cerqueira.


Ambrósio Lukoki, que vai a enterrar no sábado, na sua terra natal em Quibocolo, Uige, foi comissário da sua provincial (1976-1977) e  ministro da Educação (1977-1980).


Exerceu os cargos de director-geral do Bureau Africano das Ciências de Educação junto da então Organização de Unidade Africana (1996- 2001), embaixador de Angola em França (2003-2006) e embaixador de Angola na Tanzânia (2007-2018).  

Ambrósio Lukoki integrou o Comité Central, saído da célebre Conferência Inter-Regional de Militantes do MPLA, realizada de 12 a 20 de Setembro de 1974, na província do Moxico, que, com poderes deliberativos, reviu e actualizou o programa e os estatutos do movimento, ratificou a proclamação das FAPLA e aprovou uma nova estrutura de direcção, consentânea à nova fase de luta do povo angolano”, lembra o MPLA.