Domingo, 17 de Janeiro de 2021
    |  Fale connosco  |   Assinante    
 

Bandeira monumento içada pela sexta vez para saudar 4 de Fevereiro


04 Fevereiro de 2019 | 11h00 - Actualizado em 04 Fevereiro de 2019 | 11h11

Luanda - A bandeira Monumento foi içada nesta segunda-feira pela sexta vez, em Luanda, para celebrar o 58º aniversário do início da Luta Armada de Libertação Nacional (4 de Fevereiro de 1961), que se assinala hoje em todo o País, cujo acto central acontece em Cabinda.


A bandeira, com 40 quilos de peso, 18 metros de comprimentos e12 de largura, sustentada por um mastro de 75 metros de altura, foi hasteada no museu de História Militar, Baixa de Luanda, pelo ministro da Defesa Nacional, Salviano de Jesus Sequeira.

A par do hastear da bandeira, em Luanda a data foi marcada pela deposição de uma coroa de flores no monumento do soldado desconhecido, cerimónia orientada pelo ministro dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, João Ernesto dos Santos "Liberdade".

O monumento inaugurado a 23 de Setembro de 2017 pelo antigo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, é um reconhecimento a todos aqueles que entregaram as suas vidas para o surgimento de uma nação independente, forte, moderna, democrática e respeitada no contexto internacional.

Em Luanda, o acto provincial para lembrar os heróicos combatentes está orientado pelo governador, Sérgio Luther, no Marco Histórico do 4 de Fevereiro, no município do Cazenga.    

Em declarações à imprensa, o ministro da Defesa Nacional, Salviano de Jesus Sequeira "Kianda", sem depreciar a participação de outros cidadãos para o despoletar do inicio da luta armada, indicou que a iniciativa liderada por Paiva Domingos da Silva e Imperial Santana, foi um acto muito corajoso de atacarem unidades portuguesas com paus e catanas.

Apelou a nova geração para continuar a investigar sobre a data, visto que permitiu para o povo angolano adquirir a sua própria identidade.

Por sua vez, o ministro dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, João Ernesto dos Santos " Liberdade ", defendeu que a data deve continuar a ser preservada e merecer atenção de todos os angolanos.

Na ocasião, o governante afirmou que o ministério que dirige continuará a trabalhar no sentido de se criarem condições que permitam dar o mínimo e dignificar todos os que lutaram pela independência nacional.

Precisou, por outro lado, que estão a trabalhar para a reintegração socioeconómica dos antigos combatentes, para que possam ver ultrapassados os seus problemas.

A 4 de Fevereiro de 1961, patriotas angolanos desencadearam um ataque à Cadeia de São Paulo e à Casa de Reclusão, em Luanda, dando início à Luta Armada.

Esta luta culminou com a proclamação da Independência Nacional, a 11 de Novembro de 1975.