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João Lourenço aborda cooperação com Papa Francisco


12 Novembro de 2019 | 00h10 - Actualizado em 12 Novembro de 2019 | 10h44

Vaticano (Dos enviados especiais) - O Chefe de Estado angolano, João Lourenço, encontra-se nesta terça-feira com o Papa Francisco, no quadro da visita oficial de dois dias ao Vaticano.


O encontro é resultado das relações de cooperação seculares e históricas entre Angola e a Igreja Católica, segundo o ministro angolano das Relações Exteriores, Manuel Augusto.

Em declarações à imprensa, em Roma, Itália, Manuel Augusto afirmou que o encontro com o Papa é uma oportunidade para o Estadista angolano formalizar um convite ao Chefe da Igreja Católica para visitar Angola em data a acertar.

Nos últimos 27 anos, Angola recebeu a visita de dois Papas, nomeadamente João Paulo II, em 1992, e Bento XVI, em 2009.

O Papa Francisco tem uma relação especial com Angola, que vem desde a altura em que era Arcebispo de Buenos Aires, capital da argentina, Argentina.

Três semanas antes de ser eleito Papa, Jorge Mario Bergoglio foi fundamental no processo de entronização da réplica da imagem da Nossa Senhora da Muxima no Santuário Internacional de Luján, situado a 67 quilómetros de Buenos Aires.

Segundo o ministro Manuel Augusto, dias depois de ter sido eleito Papa, o ex-Arcebispo de Buenos Aires enviou uma mensagem por "SMS" a dar conta desse facto.

"É uma ligação que nos honra e temos muito prazer em explorar no interesse dos dois Estados", vincou o titular da pasta das Relações Exteriores de Angola, que sublinhou o importante trabalho social que a Igreja Católica realiza nas áreas de Educação e Saúde no país.

Angola e a Santa Sé mantêm relações diplomáticas desde a chegada a Roma, em 1608 (século XVII), de António Manuel Nvunda, como primeiro embaixador do então Reino do Kongo.

Porém, as relações diplomáticas entre os dois Estados foram formalizadas apenas a 8 de Julho de 1997.

A 13 de Setembro do ano corrente, os dois Estados assinaram um Acordo-Quadro que contempla o reconhecimento por Angola da personalidade jurídica da Igreja Católica e a titularidade dos seus imóveis no país.