Quarta, 27 de Janeiro de 2021
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Angola participa na cimeira sobre tráfico de seres humanos


11 Dezembro de 2019 | 19h25 - Actualizado em 12 Dezembro de 2019 | 11h50

Palácio da Justiça, um simbolo da justiça angolana

Foto: Francisco Miúdo



Luanda - A vice-presidente da assembleia-geral da Associação de Juízes de Angola (AJA), Luísa Quinta, representa Angola, a partir de quinta-feira, na cidade do Vaticano, na 2ª Cimeira das Mulheres Africanas Juízas e Procuradoras sobre o Tráfico de Seres Humanos e Crime Organizado.


Na cimeira, de dois dias, organizada pela Academia Pontifícia das Ciências, a representante de Angola, que é também presidente da sala de família do Tribunal Provincial do Huambo, vai abordar, entre outros tópicos, o tráfico de seres humanos e o transplante de órgãos, refere uma nota dos Serviços de Imprensa da Embaixada de Angola na Itália.

Angola ratificou a convenção da ONU contra a criminalidade organizada, seus protocolos adicionais e o Protocolo de Palermo relativo à prevenção, repreensão e punição do tráfico de pessoas, em especial mulheres e crianças.

Em nota de boas-vindas, a organização do evento refere que “a desigualdade, a marginalidade, o abandono de crianças e idosos, a crise migratória, a exploração humana, a escravidão moderna, o trabalho forçado e o tráfico de órgãos são formas crescentes de sofrimento quotidiano que se assemelham a tragédias que pensávamos que a história havia superado”.

Acrescenta que as juízas e procuradoras africanas estão nesta cimeira para ajudar a remediar esta profunda crise de valores causada por um desejo egoísta, desenfreado e ganancioso de poder e bem-estar material, que não leva em conta a justiça ou o bem comum, e que é capaz de escravizar o próximo para a satisfação do próprio indivíduo.

Dados da organização indicam que um número impressionante de 14 milhões de pessoas é traficado involuntariamente para trabalhar, sendo que metade é traficada para a indústria de construção, manufactureira e mineira.

Actualmente,  cerca de 9,5 milhões de homens e rapazes e quatro milhões de mulheres e meninas estão a ser pressionados para o cativeiro involuntário, trabalho sexual e escravidão.