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João Lourenço agradece eleição de Georges Chikoti


09 Dezembro de 2019 | 17h09 - Actualizado em 10 Dezembro de 2019 | 10h38

Intervenção de Bornito de Sousa na Cimeira dos ACP

Foto: Aberto Julião



Nairobi (Dos enviados especiais) - O vice-presidente da República, Bornito de Sousa, agradeceu, em nome do Chefe de Estado, João Lourenço, a confiança depositada pelo Grupo ACP no candidato angolano, Georges Chikoti, para o alto cargo de secretário-geral.


O agradecimento do estadista angolano foi manifestado pelo vice-presidente da República, Bornito de Sousa, quando intervinha hoje, em Nairobi, na 9.ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governos do ACP, em representação do Presidente João Lourenço.

“Antes de mais, agradeço, em nome do Presidente da República de Angola, João Manuel Gonçalves Lourenço, que aqui representamos, a confiança depositada no candidato angolano para alto cargo de secretário-geral do ACP”, manifestou Bornito de Sousa, que aproveitou a ocasião para  elogiar as qualidades de Georges Chikoti na liderança do grupo na actual conjuntura.

Bornito de Sousa manifestou preocupação com o “momento complexo da actual conjuntura mundial, marcada pela desaceleração da economia global, por alterações climáticas catastróficas, pela tensão comercial entre os Estados Unidos e a China, com reflexos directos nas economias dos nossos países e pelo aproximar do desfecho do Brexit, com implicações esperadas nas relações entre a Europa e os seus parceiros, incluindo o Grupo de Países ACP”.

“É neste contexto que o Grupo ACP abraça uma agenda de transformação e mudança, com a revisão do Acordo de Georgetown, pelo que vemos a eleição do (…) secretário-geral do ACP como motivo de orgulho e regozijo, mas também de grande responsabilidade”, garantiu.

Para Bornito de Sousa,  Georges Chikoti tem o perfil ideal para essa missão, pois, além das qualidades individuais, tem o apoio pleno e incondicional do Governo de Angola para as linhas de força da sua plataforma e os propósitos do Grupo ACP, nomeadamente na implementação de uma agenda por um multilateralismo proactivo e focado em resultados”.

Quanto à adopção da Declaração de Nairobi, apelou que se façam imbuídos do espírito de unidade, atacando, um a um, os desafios comuns como as alterações climáticas, o desemprego, a fome e a pobreza, a paz, a estabilidade e a prosperidade no espaço comum, a industrialização e a criação de um quadro de maiores e melhores oportunidades com ganhos partilhados.

Assinalou que os objectivos de desenvolvimento humano, político, económico e social não serão plenamente alcançados se não se colocar a educação e a formação profissionalizante e tecnológica dos jovens e das mulheres, alinhadas já com a Quarta Revolução Industrial, no topo das prioridades da agenda ACP, com o envolvimento de todos os Estados-Membros e parceiros.