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Governador realça plano de reconciliação


16 Dezembro de 2019 | 18h53 - Actualizado em 19 Dezembro de 2019 | 19h42

Governador do Namibe, Archer Mangueira (arquivo) Foto: ANGOP

Moçâmedes - O governador da província do Namibe, Acher Mangueira, reconheceu nesta segunda-feira, a importância de apaziguar os espíritos e ultrapassar as mágoas que, eventualmente, ainda persistem entre angolanos, fruto dos conflitos armados registados no país de 11 de Novembro de 1975 a 4 de Abril de 2002.


Ao falar na apresentação do Plano de Reconciliação em Memoria das Vítimas dos Conflitos Políticos, na província do Namibe, o governador afirmou que apesar das eventuais divergências políticas deve prevalecer o espírito reconciliador.

Numa sociedade reconciliada, prosseguiu Archer Mangueira, deve existir liberdade de expressão e tolerância.

A reverenda Domingas Tecas, que apresentou o Plano, em representação da Comissão para Reconciliação em Memoria das Vitimas dos Conflitos Políticos, sublinhou à Angop que os passos subsequentes serão dados pelo do Ministério da Justiça e Direitos Humanos.

O Plano de Reconciliação em Memória às Vítimas dos Conflitos Armados visa promover o perdão e honrar a memória das vítimas dos conflitos políticos ocorridos em Angola, desde a proclamação da Independência Nacional (11 de Novembro de 1975) ao Dia da Paz (4 de Abril de 2002).

Lunda Norte

O governador da Lunda Norte, Ernesto Muangala, sublinhou que as diferenças ideológicas não devem separar os angolanos nem condicionar as acções que visam o desenvolvimento socioeconómico do país.

Por seu turno, o presidente do Partido de Renovação Social (PRS), Benedito Daniel, coordenador da campanha na região, reiterou o apelo à preservação da paz e consolidação da unidade nacional.

O Plano de Reconciliação em Memória às Vítimas dos Conflitos Armados visa promover o perdão e honrar a memória das vítimas dos conflitos políticos ocorridos em Angola, desde a proclamação da Independência Nacional (11 de Novembro de 1975) ao Dia da Paz (4 de Abril de 2002).

Zaire

Em Mbanza Kongo, as igrejas cristãs, na província do Zaire, consideraram o perdão sincero e recíproco uma base para a verdadeira paz e reconciliação nacional.

De acordo com o coordenador do Conselho das Igrejas Cristãs em Angola (CICA) na região, reverendo Lamborne Nkuansambu, o ódio e a vingança são sentimentos que ameaçam a paz e o bem-estar das famílias.

Bié

O governador provincial, Pereira Alfredo, pediu aos membros da sociedade civil empenho na transmissão do valor do perdão, da preservação da paz, unidade e reconciliação nacional às novas gerações.

Já o coordenador do Plano de Reconciliação em memória as Vitimas dos Conflitos Políticos no Bié, padre Celestino Epalanga, sublinhou que a incapacidade de perdoar é uma das causas do ódio e das guerras da humanidade, daí a importância da reconciliação e reaproximação dos angolanos.

No acto participaram entre outras entidades, os segundos secretários provinciais do MPLA, Anastácio Severino Sambowe, e da UNITA, Enoque Severino.

Bengo

Nesta região do país, a governadora Mara Quiosa pediu aos cidadãos atingidos directa ou indirectamente pelo conflito armado, para exercerem o perdão e ultrapassarem as mágoas.

Mara Quiosa sublinhou a necessidade de se promover a reconciliação através do diálogo, em prol da unidade e coesão nacional.

Cabinda

Na província mais ao norte do país, o governador Marcos Nhunga afirmou que o Governo da província assume a responsabilidade institucional de promover a paz espiritual nesta região do país.

Para Marcos Nhunga, o êxito do plano de reconciliação vai permitir sarar as “feridas psicológicas” das famílias e semear o espírito de fraternidade.

Cuanza Norte

O bispo da diocese de Ndalatando, Dom Almeida Canda, enalteceu a criação da Comissão para a Implementação do Plano de Reconciliação em Memória das Vítimas de Conflitos Políticos em Angola.

A iniciativa do Executivo, segundo Dom Almeida Canda, deve ser encorajada, tendo em vista o bem-estar das famílias.

O plano de Reconciliação em Memória às Vítimas dos Conflitos Políticos foi lançado a 27 de Agosto do ano em curso, em Luanda, e visa promover o perdão e honrar a memória das vítimas dos conflitos políticos ocorridos em Angola, desde a proclamação da Independência Nacional (11 de Novembro de 1975) ao Dia da Paz (4 de Abril de 2002).