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Angola e Rússia reforçam cooperação com dez novos acordos


02 Abril de 2019 | 16h05 - Actualizado em 02 Abril de 2019 | 20h29

Ministro angolano das Relações Exteriores, Manuel Augusto.

Foto: Arquivo



Moscovo (Dos enviados especiais) - A cooperação entre Angola e a Rússia vai ser reforçada com a assinatura de dez novos acordos em diferentes domínios, no quadro da visita oficial de quatro dias que o Presidente da República, João Lourenço, realiza àquele país localizado no norte da Eurásia.


A informação foi prestada nesta terça-feira, em Moscovo, pelo ministro angolano das Relações Exteriores, Manuel Augusto, tendo realçado que um dos objectivos desse entendimento é a atracção do investimento privado russo.

Até agora, prosseguiu o chefe de diplomacia angolana, a cooperação entre os dois países cingiu-se entre empresas estatais nos domínios das forças armadas e da indústria diamantífera.

Para encorajar as empresas russas do sector privado a investir em Angola e no quadro da visita do presidente João Lourenço a este país, está prevista a realização de um fórum de negócios que contará com empresários dos dois países.

Trezentos empresários russos no fórum empresarial com Angola

Trezentos empresários russos participam, quinta-feira, em Moscovo, num fórum empresarial com Angola, na expectativa de alargarem os seus investimentos e participarem na diversificação da economia angolana.

Trata-se de um evento que se enquadra na visita oficial à Rússia que o Presidente João Lourenço realiza de 02 a 05 deste mês.

A propósito do fórum, o presidente do Conselho da Administração da Agência de Investimento Privado Promoção de Exportação, Licínio de Freitas Vasconcelos, afirmou à imprensa angolana, em Moscovo, que a Rússia estará representada no evento com empresário ligados aos sectores da mineração, indústria pesqueira e transformadora.

Angola e Rússia, parceiros nos campos político e diplomático, têm trocas comerciais muito aquém das potencialidades reais de ambos os países.

A título ilustrativo, com base nos registos de há três anos, as trocas comerciais atingiram apenas os USD 500 milhões, em 2016, volume 15 vezes maior do valor registado em 2012, de USD 25 milhões.