Quarta, 20 de Janeiro de 2021
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Brigada de desminagem desactiva mais de 600 minas em Camacupa


18 Julho de 2019 | 14h37 - Actualizado em 18 Julho de 2019 | 14h37

Processo de desminagem segue curso no Bié

Foto: Pedro Parente



Camacupa - Trinta e sete minas e 694 outros engenhos não detonados foram destruídos, nos últimos dez dias, em Camacupa, 82 quilómetros a Leste da cidade do Cuito (Bié), pela 6ª Brigada de Desminagem da Casa de Segurança do Presidente da República.


Do material destruído constam minas anti-pessoal e anti-tanque, munições de AKM em estado obsoleto, bem como projécteis distintos, confirmou nesta quinta-feira à Angop o responsável pela brigada, Isaac Luciano Mbala.

Os engenhos foram recolhidos em áreas adjacentes à linha do Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB) e Estrada Nacional 250.

A próxima fase desse processo tem em vista a comuna do Munhango, limítrofe com a vizinha província do Moxico.

Avançou que a acção vai permitir que o Governo do Bié projecte a construção de novas infra-estruturas sociais e económicas nas localidades desminadas.

A par da 6ª Brigada de Desminagem da Casa de Segurança do Presidente da República, opera no processo de desminagem, na província do Bié, a Organização Não Governamental (ONG) Apacominas.

Dados do Instituto Nacional de Desminagem (INAD) referem que o processo de desminagem no país já custou, desde 2002, ao país, mais de 500 milhões de dólares. No mesmo período Angola “limpou” mais de dois mil campos de minas.

A 20 de Novembro de 2018, após a divulgação, em Genebra (Suíça), de um relatório do Landmine Monitor, Angola pediu uma extensão do prazo até Janeiro de 2026 para eliminar mil 465 áreas minadas.