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Ministro lamenta morte do político Freitas do Amaral


06 Outubro de 2019 | 10h22 - Actualizado em 07 Outubro de 2019 | 11h00

Luanda - O Ministro das Relações Exteriores de Angola, Manuel Augusto, mostrou-se hoje (sábado) consternado com o passamento físico do político português Diogo Freitas do Amaral, ocorrido no dia três deste mês, por doença.


Numa mensagem de condolências enviada ao seu homólogo português, Augusto Santos Silva, o governante angolano considera a morte de Freitas do Amaral uma perda irreparável para Portugal e o mundo de "falantes da língua de Luís de Camões".

Para si, Diogo Freitas do Amaral, com o seu talento, trabalho e capacidade de diálogo conseguiu vencer os desafios e conquistar uma brilhante carreira política e académica que lhe permitiu granjear reconhecimento internacional.

Na nota, o ministro salienta qualifica Freitas do Amaral como um homem de fortes convicções, político de reconhecido mérito e um dos fundadores da democracia portuguesa do pós-25 de Abril.

Destaca no "Professor  Doutor Diogo Freitas do Amaral, entre outros, o seu enorme e indelével contributo à luta pela libertação dos povos africanos de língua portuguesa e o incessante desejo de ver melhoradas as relações de amizade e de cooperação entre Angola e Portugal, para o bem dos respectivos povos". 

“Neste momento de dor e luto, em nome do povo angolano, do Governo da República de Angola e no meu próprio apresento os mais profundos sentimentos de pesar e de solidariedade ao Governo da República Portuguesa, extensivos à família enlutada”, refere a mensagem de condolências.

Diogo Freitas do Amaral, que morreu no dia 3 do corrente mês, aos 78 anos, foi professor catedrático de Direito, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal e ex-presidente da Assembleia-Geral das Nações Unidas. Encontrava-se, desde Setembro, nos cuidados intermédios a realizar exames clínicos.

Nascido a 21 de Julho de 1941, Freitas do Amaral foi um dos fundadores e primeiro presidente do CDS e era o último sobrevivente dos quatro líderes partidários que fundaram o regime no pós 25 de Abril. Os outros foram Francisco Sá Carneiro, Mário Soares e Álvaro Cunhal.