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Angola destaca importância da paz na RCA para sub-região


11 Outubro de 2019 | 12h16 - Actualizado em 11 Outubro de 2019 | 16h08

Representante Permanente de Angola junto da UA, Francisco da Cruz (arquivo)

Foto: Lino Guimarães



Luanda - O representante Permanente de Angola junto da União Africana (UA), Francisco da Cruz, considerou na quinta-feira fundamental a paz na República Centro-Africana (RCA), para a estabilidade na sub-região.


O diplomata, que intervinha numa sessão do Conselho de Paz e Segurança (CPS) da UA, sobre a RCA, declarou que Angola realça os esforços dos actores nacionais, refere em nota o Serviço de Imprensa da Embaixada de Angola na Etiópia.

O trabalho dos actores nacionais tem em vista à implementação plena do Acordo de Paz, tornando-se crucial que as eleições tenham lugar nas datas previstas (2021) e em condições que tragam credibilidade e conforto a todos os envolvidos no processo.

O diplomata, que intervinha numa sessão do Conselho de Paz e Segurança (CPS) da UA, sobre a RCA, declarou que Angola realça os esforços dos actores nacionais, com vista à implementação plena do Acordo de Paz, tornando-se crucial que as eleições tenham lugar nas datas previstas (2021) e em condições que tragam credibilidade e conforto a todos os envolvidos no processo.

Angola sempre acompanhou, com particular atenção, a situação na República Centro-Africana e tem prestado o seu apoio ao Processo de Paz e de Reconciliação em curso, quer a nível bilateral, quer a nível multilateral, frisou Francisco da Cruz, que é igualmente embaixador na Etiópia e Representante Permanente junto da Comissão Económica das Nações Unidas para África.

Além dos 15 estados membros do CPS, participaram na sessão o secretário-geral adjunto da ONU para Operações de Manutenção de Paz, Jean Pierre Lacroux, o comissário para a Paz e Segurança da UA, Smail Chergui, a representante especial do secretário-geral das Nações Unidas junto da UA, Hanna Tetteh, entre outros diplomatas.

Na RCA foi assinado, a 6 de Fevereiro, um Acordo de Paz entre o Presidente Faustin Archange Touadera e líderes de 14 grupos armados, para pôr fim à crise política, iniciada em 2013.

Em Agosto realizou-se em Bangui, capital da RCA uma reunião de balanço dos seis primeiros  meses do acordo, com participação dos signatários (Governo e 14 Grupos armados), Garantes (UA e CEEAC), facilitadores e parceiros internacionais, com destaque para a Missão Multidisciplinar da ONU de apoio à RCA (MINUSCA).

Presidiu a esse encontro o representante especial do Presidente da Comissão da União Africana para a RCA, o diplomata angolano Matias Bertino Matondo, que chamou atenção para a necessidade de se promover a confiança entre as partes signatárias do acordo, e, mais especificamente, na condução do Desarmamento, Desmobilização, Reintegração e Repatriamento (DDRR), um dos aspectos centrais do processo de paz na RCA.