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Denúncia de campanha de intoxicação constitui destaque


12 Outubro de 2019 | 15h39 - Actualizado em 12 Outubro de 2019 | 15h42

Luanda - A denuncia feita pelo Presidente do MPLA, João Lourenço, da existência de uma campanha de desestabilização e intoxicação contra Angola, constitui o destaque no noticiário político durante a semana que hoje sábado termina.


Ao discursar na abertura do oitavo congresso da JMPLA,  o Chefe de Estado disse que esta campanha é promovida por cidadãos nacionais com o objectivo de desacreditar o país, devido à cruzada contra a corrupção.

João Lourenço, que é igualmente Presidente da República, informou que a campanha de desestabilização e intoxicação contra Angola é financiada por cidadãos que desviaram os recursos (financeiros) do país para o estrangeiro, em proveito próprio.

Denunciou que os mentores da campanha não são estrangeiros nem membros de partidos da oposição, mas sim angolanos, aparentemente do MPLA, que têm o descaramento de falar, supostamente, em nome do povo, a quem roubaram e com o qual não repartiram o dinheiro surripiado.

Não menos importante foi a nomeação, pelo Presidente da República, João Lourenço, de Vera Esperança dos Santos Daves para o cargo de ministra das Finanças, indica uma nota da Casa Civil.

A antiga secretária de Estado para as Finanças e Tesouro rende no cargo Augusto Archer de Sousa Mangueira, nomeado governador da província do Namibe, em substituição de Carlos da Rocha Cruz.

João Lourenço nomeou, igualmente, Ana Paula Tuavanje Elias para o cargo de ministra da Educação, em substituição de Maria Cândida Teixeira.

Para o cargo de secretário de Estado para as Finanças e Tesouro, antes ocupado por Vera Daves, nomeou Osvaldo Victorino João.

Nomeou também Franco Cazembe Mufinda para o cargo de secretário de Estado para a Saúde Pública, em substituição de José Manuel Vieira Dias Cunha.

Por fim, nomeou António Manuel para o cargo de vice-governador da Província do Bié para o Sector Político, Social e Económico, em substituição de Carlos Ulombe Esperança da Silva.

Outro assunto de realce foi oitavo Congresso Ordinário da JMPLA, que elegeu Crispiniano Vivaldino Evaristo dos Santos novo primeiro secretário nacional da organização.

O conclave, que reuniu dois mil 295 delegados, discutiu e aprovou a alteração dos estatutos e ajustou o plano de acção 2019/2024.

A sessão do Conselho de Ministros que, entre outros assuntos, apreciou a proposta de Lei que autoriza o Banco Nacional de Angola a emitir e pôr em circulação uma nova família de notas de valor facial de duzentos, quinhentos, mil, dois mil, cinco mil e dez mil kwanzas fez igualmente manchete.

De acordo com o comunicado de imprensa saído da reunião, orientada pelo Presidente da República, João Lourenço, a referida família de notas vai denominar-se “Série 2020”.

Precisa que com esta proposta de Lei pretende-se aprimorar os dispositivos de segurança em todas as notas, bem como alternar o substrato das mesmas, resultando assim em benefícios para quem as usa, tais como maior durabilidade, aumento significativo dos níveis de segurança e melhoria da sua qualidade.

Outro assunto que despertou interesse foi a reunião da Comissão para Implementação do Plano de Reconciliação em Memória às Vítimas dos Conflitos Políticos que aprovou as propostas de Despacho e Decreto Presidencial sobre a emissão de certidões de óbito para as famílias dos defuntos.

A decisão saiu da VI reunião deste órgão, orientada pelo seu coordenador, Francisco Queiroz, ministro da Justiça e Direitos Humanos.

O comunicado final explica que se trata de uma medida que vem acelerar e simplificar o processo de justificação de óbito às famílias das vítimas dos conflitos políticos ocorridos em Angola, no período de 11 de Novembro de 1975 a 4 de Abril de 2002.