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Moçambique/Eleições: Número de eleitores sobe para mais de 12 milhões


10 Outubro de 2019 | 21h19 - Actualizado em 11 Outubro de 2019 | 08h57

Mapa de Moçambique Foto: Divulgação

Maputo (Dos enviados especiais) - O número de eleitores inscritos junto da Comissão Nacional Eleitoral (CNE) de Moçambique para as eleições gerais de 15 de Outubro próximo aumentou de 7 milhões 709 mil 736 eleitores para 12 milhões 945 mil 921, anunciou hoje (10), em Maputo, o porta-voz da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), Cláudio Langa.


Falando em conferência de imprensa sobre o Estágio de Preparação da Votação, Cláudio Langa afirmou que o aumento de eleitores deveu-se, sobretudo, ao intenso trabalho de sensibilização levado a cabo pelos partidos políticos concorrentes em todo o território nacional.

Este ano, prosseguiu, foi visível o árduo trabalho de sensibilização sobre a importância do voto levado a cabo em toda a extensão do território nacional pelas diferentes forças políticas concorrentes.

Referiu que para as eleições gerais deste ano, a CNE vai pôr à disposição dos eleitores 20 mil 570 assembleias de voto, sendo 20 mil 162 para Moçambique, e as restantes 408 para os círculos eleitorais de África e do resto do mundo.

Quanto à formação de candidatos a membros das mesas de Assembleia de Voto, Cláudio Langa referiu que dos 160 mil candidatos inscritos, 143 mil 990 serão contratados para trabalhar nas assembleias, número que considerou suficiente para assegurar a cobertura nacional.

Avançou que o processo de distribuição de material eleitoral em curso há alguns dias está na fase final, restando algumas províncias do sul do país.

Para este pleito, frisou, foram impressos modelos de caderno eleitoral, entre originais e réplicas, estes últimos para serem utilizados na parte exterior das assembleias de voto, bem como entregues a todos os concorrentes cópias electrónicas dos cadernos eleitorais.

Acrescentou que estão também inscritos na base de dados da CNE 19 mil 900 observadores nacionais, 390 internacionais, 2,100 jornalistas nacionais e 85 internacionais.

As eleições gerais do dia 15 terão como principal novidade a eleição directa de governadores provinciais, à luz da lei de descentralização alcançada nas negociações entre Filipe Nyusi (Presidente moçambicano) e o falecido líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), Afonso Dhlakama.

A referida lei foi promulgada pelo chefe do Estado Moçambicano no final de Maio passado, viabilizando a eleição dos governadores provinciais no pleito do dia 15 de Outubro próximo.

A Renamo, maior partido da oposição, vai pela primeira vez, disputar o pleito sem o seu líder histórico, Afonso Dhlakama, falecido em 2018 e substituído por Ossufo Momade.