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Revolta da Baixa de Cassange deve inspirar jovens


03 Janeiro de 2020 | 17h38 - Actualizado em 03 Janeiro de 2020 | 17h36

Governador de Cabinda - Marcos Nhunga Foto: Kinda Kyungu

Cabinda - A bravura dos heróis da Baixa de Cassange (Malange) deve ser fonte inspiradora para a juventude na busca de uma nação próspera, afirmou, nesta sexta-feira, o governador de Cabinda, Marcos Nhunga.


Falando à margem de uma palestra sobre “o Massacre da Baixa de Cassange”, no quadro do Dia dos Mártires da Repressão Colonial, que se assinala sábado, Mascos Nhunga disse tratar-se de uma oportunidade de reflexão e inspiradora para os jovens conjugarem esforços na defesa dos interesses da nação.

Ao dissertar sobre o tema, o historiador José Daniel Pemo enalteceu a bravura e o patriotismo dos trabalhadores dos campos de algodão da antiga Cotonang que, ao enfrentarem, a 4 de Janeiro de 1961, o colonialista português, deram exemplo de determinação para a luta de libertação nacional.

Alertou a juventude a seguir o bom exemplo daqueles defensores da angolanidade, com vista a persevarem o espírito nacionalista, a paz, a unidade nacional e o bem-estar social dos angolanos.

A 4 de Janeiro de 1961, os trabalhadores das plantações de algodão da companhia luso-belga Cotonang, na Baixa de Cassange, em Malange, revoltaram-se contra o trabalho escravo, destruindo plantações, pontes e casas, considerando-se o primeiro movimento de contestação ao regime colonial português.

Em resposta ao acto de sublevação, o colonizador português enviou a Força Aérea que bombardeou indiscriminadamente a região, tendo provocado a morte de milhares de cidadãos angolanos.