Quinta, 04 de Março de 2021
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Exército admite 300 novos cadetes na Academia Militar no Lobito


24 Fevereiro de 2020 | 20h28 - Actualizado em 24 Fevereiro de 2020 | 20h27

Benguela: Cadetes da Academia Militar do Exército no Lobito (arquivo)

Foto: CARLOS BENEDITO



Lobito - Trezentos novos cadetes, admitidos no quarto curso de Ciências Militares da Academia Militar do Exército (AMEX), no Lobito, província de Benguela, juraram bandeira hoje, visando o ano académico 2020, numa cerimónia presidida pelo comandante da instituição castrense, tenente-general António de Sousa Queirós.


A partir de hoje, os novos cadetes, dos 1.700 candidatos inscritos, terão ainda 45 dias de recruta, que antecede o início da frequência do ano lectivo naquele estabelecimento de ensino superior militar, localizado no município do Lobito.

Segundo o director para o ensino da instituição, coronel Jacob Chandler Viango, o processo de avaliação passa por várias fases e alguns candidatos apresentam um nível de preparação muito fraco, principalmente no que toca à matemática, já que a maior parte das provas é feita na base de cálculos.

Jacob Viango afirmou que a Academia Militar do Exército é rigorosa nos critérios de selecção, desde a avaliação documental, física à inspecção médica.

Além de docentes angolanos, contam também com assessores cubanos nas especialidades de infantaria, defesa antiaérea, artilharia terrestre, inteligência militar operativa, protecção biológica, logística, entre outros.

O coronel fez questão de sublinhar algumas dificuldades do estabelecimento de ensino superior, tanto de infra-estruturas como de material didáctico, mas enalteceu a colaboração de instituições como a Universidade Katyavala Bwila e os institutos superiores politécnicos Católico, Lusíadas e Jean Peaget.

Até ao momento, 348 cadetes cadetes já terminaram a licenciatura na academia, cujo primeiro curso decorreu de 2013 até 2017, com 99 finalistas. O segundo decorreu de 2014 a 2018, com 170 candidatos, enquanto o terceiro realizou-se de 2015 a 2019, com 96 inscritos.

Após terminar o quinto ano, o finalista tem emprego imediato, tornando-se técnico superior do quadro permanente das Forças Armadas Angolanas (FAA).

Fundada a 9 de Setembro de 2009, sob o Decreto Presidencial nº 41/09, a Academia Militar do Exército está subordinada ao Comando do Exército e tem como missão a formação de quadros altamente qualificados para as diferentes áreas deste ramo das Forças Armadas Angolanas, face às exigências da segurança e da Defesa Nacional.