Quarta, 27 de Janeiro de 2021
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UNITA reconhece ganhos regionais da Batalha do Cuito Cuanavale


19 Março de 2020 | 17h24 - Actualizado em 19 Março de 2020 | 17h23

Luanda - A UNITA, maior partido na oposição em Angola, considerou nesta quinta-feira, em Luanda, que a grandeza da Batalha do Cuito Cuanavale reside nos ganhos políticas que produziu, pois permitiu a aplicação da resolução 435/78 do Conselho de Segurança da ONU.


A referida resolução do Conselho de Segurança da ONU culminou com a independência da Namíbia e a queda do Apartheid na África do Sul.

Ao falar em conferência de imprensa, o secretário nacional da UNITA para os Antigos Combatentes, Kamalata Numa, sublinhou que a resolução 435/78 abriu caminho para a paz em Angola, mas discorda da atribuição do 23 de Março de 1988, data da batalha, como dia de ”Libertação da África Austral”.

Em Agosto de 2018, a Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), organização regional que Angola integra, aprovou o 23 de Março de 1988 como feriado, para assinalar o início da paz na região.

Segundo político, a batalha em que as FAPLA (então exercito regular de Angola) e militares cubanos impuseram-se ao exército do antigo regime do Apartheid sul-africano, que invadiu Angola a partir desta região sudeste do país, fui “uma ficção”.

Durante a batalha do Cuito Cuanaval, a superioridade alcançada pelas ex-FAPLA no campo de batalha fez com que o regime do Apartheid, temendo uma derrota mais pesada, aceitasse a assinatura dos Acordos de Nova Iorque, que deram origem à implementação da resolução 435/78 do Conselho de Segurança da ONU.

Na conferência de imprensa sobre o 23 de Março, Kamalata Numa referiu que entre as várias batalhas ocorridas em Angola, pós independência, e que visaram a libertação dos povos da África Austral, a mais importante foi a denominada “Lomba87”.

A propósito, o general na reserva saudou os protagonistas da batalha de “Lomba87” e do Cuito Cuanavale.