Quarta, 25 de Novembro de 2020
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Comandante municipal da Polícia detido no Lubango


29 Julho de 2020 | 11h47 - Actualizado em 30 Julho de 2020 | 11h27

Huíla: Motorizadas apreendidas na Unidade Operativa do Lubango Foto: Morais Silva

Lubango - Os serviços de investigação criminal, junto da Procuradoria-Geral da República (PGR), detiveram esta quarta-feira o comandante municipal da Polícia Nacional no Lubango, superintendente-chefe Pedro Domingos, por suposto envolvimento num esquema de venda ilegal de motorizadas apreendidas.


Segundo uma fonte bem colocada no Comando Provincial da Polícia Nacional, que avançou a informação à Angop, o comandante recém-nomeado ao cargo dirigiu a Unidade Operativa durante 15 anos e foi arrolado ao processo durante o interrogatório de dois dos seus oficiais detidos há uma semana pela venda de 24 motos apreendidas.

Entre os oficiais inicialmente detidos, está um inspector e um subchefe, pertecentes à Unidade Operativa do Lubango, onde estavam parquedadas as referidas motorizadas, tendo em interrogatório alegado que as venderam por orientação do então comandante da unidade ao preço de 60 mil Kwanzas, cada.

A fonte disse que a PGR então convocou Pedro Domingos e, após de interrogado, foi-lhe aplicada a medida de coacção pessoal de prisão preventiva.

Contactado pela Angop, o procurador-geral da República na Huíla, Daniel Lumango, confirmou as detenções, mas recusou-se a avançar detalhes, porque o processo decorre em segredo de justiça.

“Como sabe, observamos o princípio da presunção de inocência dos arguidos, mas que estão detidos isso nós confirmamos”, reforçou o magistrados em breves palavras.

Há uma semana, o comandante provincial da Polícia Nacional, comissário Divaldo Martins, revelou, em conferência de imprensa, o desmantelamento de um esquema de venda de motos apreendidas e de peças sobressalentes que envolvia agentes da Unidade Operativa de Trânsito.

Em posse dos agentes detidos foram encontradas 24 motorizadas de 100 a 125 centímetros cúbicos, apreendidas na via pública, e igual número já tinha sido dado destino para fins dos mesmos.

Aos dois, cabia fazer o cadastro e selecção dos meios não reclamados, há meses, para a venda em leilão, mas aproveitaram desviar as motos para fins próprios, explicou o responsável em conferência de imprensa, no Lubango.