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Morte de Paihama empobrece xadrez político nacional


29 Julho de 2020 | 11h20 - Actualizado em 03 Agosto de 2020 | 08h41

Huíla: Funeral de Kundi Paihama Foto: Morais Silva

Lubango - A morte do antigo ministro da Defesa, Kundi Paihama, ocorrida na última sexta-feira, em Luanda, por doença, constitui uma perda que empobrece o xadrez político nacional, consideraram, esta quarta-feira, na capital da província da Huíla, políticos de partidos da oposição com assento parlamentar.


Para a secretária provincial do Partido de Renovação Social (PRS), Júlia Caquene, Kundi Paihama foi um conselheiro até para os opositores políticos, daí declarar que Angola perdeu um dos seus melhores filhos.

Destacou o envolvimento do falecido general na luta pela independência e nas acções empreendidas para frustrar a tomada do sul de Angola pelas forças racistas sul-africanas, daí ser importante neste momento render-lhe a devida homenagem.

Já o secretário da UNITA, Augusto Samuel, considerou que nesse momento as diferenças políticas devem ser colocadas de lado, porque acima de tudo morreu um “compatriota”, sobretudo por se tratar de uma pessoa que esteve sempre na pele de dirigente.

“Enquanto político, devo aqui dizer que a morte do general Paihama empobrece o xadrez político não só do país, mas sobretudo da província da Huíla, de onde era natural, pelo que nos inclinamos diante de sua memória”, frisou.  

O antigo governador da Huíla entre 1996 e 1997, cujo corpo chega esta tarde ao Lubango, vai a enterrar nesta quinta-feira, na sua terra natal, no município de Quipungo.