Sexta, 04 de Dezembro de 2020
    |  Fale connosco  |   Assinante    
 

Carlos São Vicente está em prisão preventiva


22 Setembro de 2020 | 19h47 - Actualizado em 22 Setembro de 2020 | 19h47

antigo PCA do grupo AAA, Carlos Manuel de São Vicente, em prisão preventiva Foto: Edmundo Eucílio, Edições Novembro

Luanda - O antigo presidente do Conselho de Administração das AAA, Carlos São Vicente, foi detido esta terça-feira, em Luanda, pelas autoridades angolanas.


A detenção foi orientada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que aplicou ao empresário a medida de coação de prisão preventiva.

Conforme uma nota da PGR, a que a ANGOP teve acesso, São Vicente foi conduzido a uma das  cadeias do Serviço Prisional de Viana.

O empresário foi detido depois de ser ouvido, pela segunda vez, em interrogatório, no Departamento Nacional de Investigação e Acção Penal (DNIAP).

Segundo a PGR, o arguido responde por suspeita de crimes de peculato e recebimento indevido de vantagens.

Sobre Carlos São Vicente recaiem ainda fortes indícios de participação económica em negócios, tráfico de influências e outros crimes.

No âmbito do processo-crime, a Procuradoria Geral da República determinou a apreensão de 49 por cento das participações sociais da AAA Activos no Standard Bank de Angola, SA, sob gestão de Carlos São Vicente.

As apreensões decorreram no âmbito do processo nº 12-A/2020 - SNRA, aberto por haver fortes indícios dos crimes de peculato, participação económica em negócio, tráfico de influências e branqueamento de capitais.

Foram ainda apreendidos três edifícios AAA e o IRCA, sitos na avenida Lénine, na Nova Marginal, avenida 21 de Janeiro e na rua Amílcar Cabral, bem como a rede de hotéis IU e IKA, todos localizados em Luanda.

O mandado de apreensão é extensivo aos edifícios situados noutras províncias do país, com excepção dos que se encontram sob gestão do Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos.

Como fiéis depositários foram nomeados o Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE) para as participações sociais, e o Cofre Geral de Justiça, para os edifícios e redes de hotéis.

A PGR informou, no início do mês, que estava a investigar, em colaboração com as autoridades suíças, vários casos e negócios que envolvem a seguradora AAA, incluindo os 900 milhões de dólares, bloqueados na Suíça, atribuídos ao empresário Carlos de São Vicente.