Sexta, 27 de Novembro de 2020
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Polícia frustra manifestação não autorizada em Luanda


24 Outubro de 2020 | 17h32 - Actualizado em 26 Outubro de 2020 | 13h40

Luanda - A Polícia Nacional frustrou hoje a realização de uma manifestação não autorizada pelas autoridades, por força das medidas restritivas de prevenção e combate à Covid-19.


O Decreto Presidencial, em vigor desde às zero horas de hoje (dia 24), e que actualiza as medidas de prevenção e controlo da propagação do vírus Sars-Cov-2 e da Covid-19, estabelece que “não são permitidos ajuntamentos, de qualquer natureza, superiores a cinco pessoas, na via pública”.

Dezenas de cidadãos, incentivados por activistas da sociedade civil e membros do partido UNITA, tentaram, neste sábado, protestar contra a não-indicação de uma data para as eleições autárquicas, falta de emprego, assim como exigir melhores condições sociais.

Desde quarta-feira última (dia 21), os organizadores da manifestação estavam notificados pelo Governo Provincial de Luanda de que não deveriam sair às ruas, por força das medidas excepcionais e temporárias a vigorar durante a Situação de Calamidade Pública, decretadas a 09 deste mês e agravadas desde hoje.

Na sua notificação, o Governo de Luanda recordava ainda aos solicitantes a necessidade de o pedido de autorização para a realização da manifestação necessitar da assinatura de pelo menos cinco promotores, devidamente identificados pelos nomes, profissões e moradas.

A tentativa de manifestação ficou marcada por actos de enfrentamento às forças policiais, incluindo o arremesso de pedras e outros objectos, vandalização de bens públicos, barreiras nas estradas e queima de pneus, por parte dos manifestantes, resultando num número por determinar de feridos e detidos.

A ANGOP constatou no local que os manifestantes tentaram cortar o trânsito temporariamente nalguns troços da Avenida Deolinda Rodrigues e atearam fogo no troco adjacente à BCA, em protesto contra as barreiras impostas pela Polícia Nacional.

Os bombeiros foram chamados a acudir vários focos de incêndio na via pública.

Salienta-se também o facto de grande parte dos manifestantes se ter apresentado sem máscaras ou com as mesmas colocadas abaixo do queixo, assim como não terem respeitado o distanciamento físico.

Uma fonte da Polícia Nacional informou à ANGOP que a corporação fará, nas próximas horas, uma comunicação oficial sobre os acontecimentos ocorridos.

Devido ao elevado clima de insegurança que se vivia, a ANGOP não conseguiu, no local, ouvir ninguém afecto à organização da manifestação.