Terça, 19 de Janeiro de 2021
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ONU reconhece esforço de Angola na pacificação da região


26 Outubro de 2020 | 18h21 - Actualizado em 27 Outubro de 2020 | 11h19

Luanda - A Organização das Nações Unidas reconheceu hoje o empenho de Angola na busca da paz e estabilidade na sub-região e no continente africano.


O facto foi expresso pela coordenadora residente do sistema das Nações Unidas em Angola, Zahira Virani, quando discursava na cerimónia alusiva aos 75 anos da fundação desta organização internacional.

Sublinhou que o país tem demonstrado forte empenho na cooperação internacional e regional, liderando, por exemplo, os esforços para trazer a paz na região.

Reconheceu também o apoio de Angola às reformas da ONU, referindo que tem sido claro e constante, tal como demonstrou com a assinatura, no início deste ano, do novo Quadro de Cooperação, juntando-se aos esforços para o cumprimentos dos objectidos estabelecidos na Agenda 2030.

Zahira Virani manifestou apoio aos esforços “incansável” do Governo angolano para reduzir o impacto da Covid-19. Já o ministro das Relações Exteriores de Angola, Téte António, disse que a contribuição do país na resolução de conflitos continua firme, prestando bastante atenção às eleições no continente, que têm sido fonte de instabilidade.

Em relação à pandemia, frisou que o Governo angolano não tem medido esforços para combatê-la, para além de apoiar as pessoas vulneráveis. Neste particular, agradeceu o apoio que tem recebido de países amigos e organizações internacionais.

Noutra parte da sua alocução, Teté António defendeu a inserção de mais quadros nacionais no sistema da ONU, pois um estudo recente, efectuado pela própria organização, demonstrou que Angola é um dos países menos representado.

O diplomata advogou ainda a reforma no Conselho de Segurança da ONU, principalmente a expansão do número de membros permanentes.

Angola tem ganho uma relevância internacional cada vez maior na resolução de conflitos e, por esse facto, tem transmitido a sua experiência, no quadro dos esforços e iniciativas de paz e estabilidade, à República Democrática do Congo, Burundi, República Centro-Africana e Sudão do Sul, países da região com instabilidade política e militar.

A ONU foi criada a 24 de Outubro de 1945, para promover a paz, a segurança, o desenvolvimento e os direitos humanos.

À data da sua fundação, o objectivo era evitar uma terceira guerra mundial, tendo sido bem-sucedida, apesar dos numerosos desafios impostos pela longa Guerra Fria e das múltiplas tensões e conflitos que se seguiram desde o final da II Guerra Mundial. Uma segunda tarefa foi a descolonização, pois, na altura da sua fundação, pelo menos 750 milhões de pessoas, o equivalente a quase um terço da população mundial daquela época, viviam em territórios que não eram autónomos.

Como consequência, apenas 50 estados estavam representados em São Francisco (Estados Unidos da América), aquando da assinatura da Carta das Nações Unidas, em Junho de 1945. Na altura da sua fundação, a ONU tinha 51 Estados-Membros, actualmente são 193.

A sua sede está localizada em Manhattan, Nova Iorque. A organização é financiada com contribuições avaliadas e voluntárias dos Estados-Membros.