Quarta, 27 de Janeiro de 2021
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UNITA pede mais diálogo ao Executivo


26 Outubro de 2020 | 13h55 - Actualizado em 26 Outubro de 2020 | 14h47

Bandeira da UNITA

Foto: Divulgação



Luanda - O Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA recomendou ao Executivo, neste domingo, para primar pelo diálogo com todas as sensibilidades da sociedade angolana, na tomada de decisões que afectem a vida de todos.


Em comunicado de imprensa enviado à ANGOP, a propósito da "Marcha da Cidadania", frustrada no último sábado pela Polícia Nacional, o maior partido na oposição solicitou que todas as medidas das autoridades do país "satisfaçam o interesse nacional".

No entender da UNITA, quer a Covid-19, quer a institucionalização das autarquias (dois dos temas que motivaram a tentativa de manifestação) são questões de interesse nacional e, por isso, devem contar com as ideias de todos os actores da sociedade angolana.

Noutro domínio da nota, a UNITA considera necessário que as instituições do Estado angolano funcionem com base nos pilares republicanos de um Estado Democrático e de Direito, garantindo a defesa e o exercício dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos.

Lamenta, por isso, que a marcha tenha sido impedida pela Polícia, que saiu às ruas no cumprimento das normas do novo Decreto Presidencial sobre a Situação de Calamidade Pública.

Este Decreto Presidencial, em vigor desde 24 de Outubro, impõe restrições aos ajuntamentos na via pública, que, doravante, só podem ser de cinco pessoas no máximo.

Todavia, a UNITA entende que, apesar destes pressuposto do diploma, a acção das autoridades foi desproporcional ao que chama de "marcha pacífica dos que reclamavam pelo fim do elevado custo de vida e pela realização das eleições autárquicas em 2021, sem rodeios".

A tentativa de manifestação ficou marcada por actos de enfrentamento às forças policiais, incluindo o arremesso de pedras e outros objectos, vandalização de bens públicos, barreiras nas estradas e queima de pneus, resultando ainda em seis feridos, agentes da Polícia Nacional, destruição de meios da corporação e de transeuntes.

De acordo com o secretário de Estado do Interior, Salvador Rodrigues, as forças policiais saíram à rua apenas para garantir a manutenção da ordem e tranquilidades públicas, em cumprimento do Decreto Presidencial sobre a Situação de Calamidade Pública.