Sexta, 04 de Dezembro de 2020
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PR aborda situação da juventude


27 Outubro de 2020 | 17h10 - Actualizado em 28 Outubro de 2020 | 06h54

Luanda - Preocupações ligadas a habitação para os jovens, formação técnico-profissional, ao emprego e a sua inserção no sistema de ensino foram apresentadas, nesta terça-feira, em Luanda, ao Presidente da República, João Lourenço.



Com esse propósito, o Chefe de Estado angolano recebeu em audiência o líder do Conselho Nacional da Juventude (CNJ), Isaías Calunga.

Em declarações à imprensa no final do encontro, Isaías Calunga afirmou que o estadista mostrou-se receptivo em continuar a apoiar a juventude, de modo a concretizar os seus anseios.

Informou que fez a entrega ao Presidente da República de um memorando onde consta as linhas de acção da CNJ, consubstanciadas também no acesso a parcelas terrenos para agricultura, auto-construção, assim como a créditos bancários para a criação de pequenas e médias empresas.

O líder juvenil manifestou a intenção de continuar a trabalhar com os jovens, intensificando acções de diálogo nos mais variados níveis, nas comunas, distritos urbanos, municípios e províncias.

Situação política na Guiné Bissau

Ainda nesta terça-feira, numa outra audiência, o Presidente João Lourenço analisou com o líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde, Domingos Simões Pereira, a actual situação política na Guiné Bissau.

“A situação política na Guiné Bissau exige um acompanhamento, sobretudo, dos principais parceiros e amigos de que Angola faz parte”, afirmou o político guineense, em declarações à imprensa.

Destacou a pronta disponibilidade do Chefe de Estado em ouvir, compreender e acompanhar a situação da Guiné Bissau, que Domingos Simões Pereira considerou “complexa”.

Neste âmbito, o líder do PAIGC, manifestou o seu desagrado pelo facto do actual Governo desrespeitar a Constituição do seu país.

“O que se verifica na Guiné Bissau é o uso do poder absoluto, pondo em causa as liberdades individuais, colectivas e a separação de poderes. É este o quadro existente para o qual o PAIGC vai continuar a lutar e a exigir nos termos da lei, o respeito pela ordem constitucional”, ressaltou.