Sexta, 27 de Novembro de 2020
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Falta de verba condiciona requalificação do Neves Bendinha e Rangel


17 Março de 2020 | 15h42 - Actualizado em 18 Março de 2020 | 10h16

Zenilda Mandinga, Directora da UNIDADE UTGECL Foto: Alberto Julião

Luanda - A falta de recursos financeiros está a condicionar o início das obras de requalificação dos bairros do Rangel e Neves Bendinha, município de Luanda.


Em declarações à Angop hoje (terça-feira), a directora adjunta da Unidade Técnica de Gestão e Saneamento de Luanda (UTGSL), Zenilda Mandinga, disse que as obras deviam ter começado em Julho de 2019.

O programa lançado em Julho de 2019 prevê a  requalificação de 47 ruas do Neves Bendinha, quatro do distrito do Rangel e a reposição da ponte Olimpio Macuéria que liga o Hospital Sanatório a rua Machado Saldanha, aluída em Janeiro do mesmo ano, pelas chuvas.

Zenilda Mandinga disse que para a realização do projecto do Governo provincial vai ser necessário o ajustamento das  finanças.  

Explicou que devido a questão financeira, não serão requalificadas, a curto prazo, as 47 ruas do Neves Bendinha,  mas deverão ser seleccionadas algumas em função do reajuste monetário. 

As ruas que não forem contempladas no projecto de requalificação serão enquadradas no Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), esclareceu.  

De acordo com a responsável, esse processo está em fase de contratação/conclusão e quando os imperativos contratuais e financeiros forem ultrapassados as obras nestas vias terão inicio.

Zenilda Mandinga explicou que a intervenção nestas ruas deve ser profunda e rígida, não pavimentar apenas as estradas, dotando o bairro de infra-estruturas em termo de saneamento e electricidade para deixar a zona com uma malha viária mais estruturada.

Para um melhor funcionamento das redes técnicas, serão substituídas as actuais de menor dimensão para maior, passando as de 500 para 1800 milímetros, de 315 a 500 e de 150 para 450 milímetros.

As vias beneficiarão igualmente de redes de energia eléctrica, iluminação pública, pavimentação, lancis e passeios, sinalização rodoviária vertical e horizontal, bem como mobiliário urbano.

Já no distrito urbano do Rangel, o programa de infra-estruturas integradas contempla a requalificação das ruas do Povo, Oito  de Novembro, Vaidade e Sangue Fúria, numa extensão de quatro mil e 500 quilómetros.