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Empreiteiro esclarece obra do edifício da administração de Chipindo


23 Setembro de 2020 | 16h04 - Actualizado em 23 Setembro de 2020 | 16h35

Huíla: Raimundo Mateus - empreiteiro Foto: Clarice Molowiny

Lubango - O gestor da empresa Nova Raframaca, encarregue da construção do edifício da Administração Municipal do Chipindo, Raimundo Mateus, negou hoje, quarta-feira, no Lubango, a existência de qualquer processo-crime contra a sua empresa movido pelo Governo da Huíla, face a possíveis erros de execução na obra.


O gestor, que falava em reacção a comunicação do director do Gabinete Provincial de Infra-estruturas da Huíla, Rosário Ima Panzo, no dia 16 do mês em curso, no município do Chipindo, a declarar que existe um processo contra a Nova Raframaca a tramitar junto do Serviço de Investigação Criminal (SIC) sobre erros de execução, ao nível do pavimento, redes técnicas e de cobertura.

Raimundo Mateus disse que a obra esteve a cargo da sua empresa até 2012, sendo que, face a execução física estar a 90% e a financeira a menos de 60%, tiveram de parar e mantiveram um encontro em 2013 com o antigo governador Marcelino Tyipinge, para retomar as obras, pois o Governo havia decidido regularizar os pagamentos.

Segundo o gestor, trata-se de uma dívida de 806 mil e 153 dólares da obra do edifício da administração e um sistema de captação de água, em que a par da situação, corre um processo-crime de concussão contra o actual director das infra-estruturas e o antigo director do GEPE, envolvidos no processo, que está sobre segredo de justiça.

“Já tivemos a resposta da Casa Civil do Presidente sobre a matéria, o processo foi encaminhado ao governador da província e o Ministério das Finanças já se pronunciou sobre a matéria. Aguardamos apenas o pronunciamento da PGR para a regularização da dívida”, continuou.

Declarou que a obra nunca foi entregue, que esteve, sim, suspensa de Dezembro de 2012 a Maio de 2013, e reatou em Junho de 2013.

No princípio de Julho lhes foi comunicado que outra pessoa daria continuidade a obra, numa altura que a obra já estava acima dos 90% de execução física, faltando apenas os acabamentos.

Referiu que por meio de antigos colaboradores e da administração da empresa Tuamutunga, que passou a intervir na obra, a mesma levantou a telha e voltou a recolocar, só não terminou a cobertura, por ter ocorrido uma chuva intensa que fez desabar a estrutura do tecto falso, incluindo a rede eléctrica concluída, e posteriormente abandonou a localidade.

Salientou que a intervenção da Tuamutunga na obra é que causou danos maiores e não a sua empresa, como diz a acusação, pois deixou de ter contacto visual com a infra-estrutura desde Setembro de 2014.

O município do Chipindo tem uma extensão territorial de três mil e 898 quilómetros quadrados. Dista a 456 quilómetros do Lubango e tem uma população estimada em 77 mil e 670 habitantes.