Terça, 26 de Janeiro de 2021
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Fundação espanhola pretende oferecer bolsas para médicos angolanos


07 Outubro de 2018 | 07h31 - Actualizado em 05 Outubro de 2018 | 17h09

Luanda - A Fundação espanhola Elena Barraquer propõe-se a oferecer bolsas de estudo aos médicos angolanos para que possam estudar na Clínica Barraquer, em Barcelona, Espanha, capacitando-os para combater as cataratas, doença que pode levar a cegueira.


Segundo uma nota do Governo da Província de Luanda (GPL) distribuída à Angop,  o objectivo da entrega destas bolsas é reforçar o corpo médico angolano.

A partir do dia sete até 13 de Outubro, em parceria com o Governo Provincial de Luanda, A Fundação espanhola Elena Barraquer realiza cerca de 500 consultas e 250 operações de cataratas, no Hospital Geral de Luanda.

Esta será a quarta expedição da médica Elena Barraquer a Angola. As duas primeiras expedições ocorreram em Luanda (2014 e 2015), e a terceira teve lugar na província do Namibe em 2016.

A equipa médica altamente experiente recorre a técnicas cirúrgicas inovadoras, entre as quais, o uso de um ultrassom para quebrar a cataratas e a aspiração da mesma através de uma cânula, o que torna os procedimentos médicos mais eficientes e eficazes.

Com esta técnica que se revela pouco evasiva, em menos de meia hora após a intervenção o paciente, ganha uma nova visão.

No total desde a primeira edição, 38 médicos e voluntários liderados por Elena Barraquer, realizaram 4.300 consultas e 1073 cirurgias às cataratas.

A mesma equipa ofertou igualmente 525 óculos de leitura. A expedição oftalmológica é patrocinada pela Oshen Healthcare e ABO Capital, instituições comprometidas com o desenvolvimento de serviços e infra-estructuras de cuidados de saúde nos países onde operam, em particular em Luanda onde detêm o Centro Médico Internacional (CMI).

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que mais de 50 por cento da população acima dos 65 anos tem cataratas.

 Esta patologia é ainda a causa de 48 por cento dos casos de cegueira no mundo, e muitos países ainda não dispõem dos recursos médico-cirúrgicos necessários para a sua remoção.

A OMS avança ainda que mais de 40 milhões de pessoas sofrem de cegueira provocada pelas cataratas, e esta patologia pode ser totalmente curável.