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Mais de cem pacientes com insuficiência renal assistidos em 2018 no Lobito


28 Janeiro de 2019 | 12h08 - Actualizado em 28 Janeiro de 2019 | 12h07

Centro de Hemodiálise Foto: Gaspar dos Santos

Lobito - Cento e quarenta e um pacientes com insuficiência renal aguda e crónica foram assistidos em 2018, no centro de hemodiálise do Hospital Geral do Lobito, na província de Benguela, mais nove em relação ao ano de 2017.


Falando hoje à Angop, André Barros, enfermeiro-chefe dessa unidade de saúde, em funcionamento desde 2012, avançou que, entre os 141 doentes atendidos, na sua maioria com 35 anos, faleceram quatro por insuficiência renal aguda.

André Barros acrescentou que o centro registou a entrada de muitos pacientes renais, em trânsito, vindos das províncias de Luanda, Huambo e Huíla, sendo esta última a que mais envia doentes a Benguela, por não possuir uma unidade de hemodiálise ainda.

Sobre as causas principais da insuficiência renal crónica, apontou a hipertensão arterial e a diabetes mellitus, daí ter aconselhado a sociedade para uma alimentação saudável e prática de exercícios físicos.

Referiu ainda que, de momento, 127 pacientes renais encontram-se submetidos a sessões diárias de hemodiálise no Lobito, das quais seis padecem de insuficiência renal aguda.

Para reduzir os casos que tendem a aumentar, o enfermeiro André Barros sublinhou que a instituição tem estado a realizar várias campanhas de sensibilização da população para evitar a hipertensão arterial, por ser outra grande causadora da doença, além da diabetes.

“Temos nos surpreendido com muitos jovens a fazerem diálise. (…) Isso é porque a doença não foi descoberta antes mesmo de afectar o rim”, contou, reconhecendo que o diagnóstico precoce, através de exames de sangue e urina, também ajuda a prevenir a insuficiência renal.

Deu ainda a conhecer que a gestão do material gastável não tem sido fácil, mas a direcção tem feito de tudo para cumprir com o tratamento dos pacientes renais de forma regular.

“Já tivemos rotura de stocks, por causa da crise, mas neste momento estamos tranquilos”, como fez saber a mesma fonte, apelando às pessoas a acorrerem ao centro nos primeiros sinais de insuficiência renal, para iniciar o tratamento de hemodiálise e, com isso, suprir a função do rim.  

Com uma capacidade instalada para atender pouco mais de 300 pacientes, o Centro de Hemodiálise do Lobito possui áreas de nefrologia, cujo funcionamento é assegurado por 21 enfermeiros, uma nefrologista e seis médicos de clínica geral.

Além disso, esta região do país também conta com o Centro de Hemodiálise de Benguela, que funciona no Hospital Municipal da capital da província, elevando para dois o número de unidades que tratam doentes renais crónicos, devolvendo a qualidade de vida e a esperança aos pacientes.