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Angola quer experiência cubana na formação de médicos de famílias


30 Junho de 2019 | 16h25 - Actualizado em 30 Junho de 2019 | 19h45

Havana (Dos enviados especiais) - Um memorando de entendimento deve ser rubricado com a República de Cuba para a formação em medicina de família e saúde pública de angolanos, declarou em Havana a ministra da Saúde, Sílvia Lutukuta.



Em Havana, para integrar a delegação do Presidente da República, João Lourenço, que inicia hoje, domingo, uma visita de Estado de três dias a Cuba,  a ministra declarou que a formação poderá ser ministrada em Angola.

Afirmou que Cuba tem dos melhores sistemas de saúde pública do mundo, tendo como figuras essenciais os médicos e enfermeiros de famílias.

Adianta que os cuidados primários de saúde são tratados pelos médicos e enfermeiros de família e Cuba é um bom exemplo a seguir e referenciado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Congratula-se pelos cerca de 700 bolseiros angolanos em ciências ligadas à medicina a estudarem na ilha do Caribe, dois perto de 50 estão a fazer as especialidades de cardiologia, cirurgia cardíaca, medicinal interna, cirurgia geral, entre outras. O país tem menos de 500 especialistas.

A ministra da Saúde espera que os quadros angolanos sejam suficientemente competitivos e lembrou que os concursos públicos são uma prática internacional, sem o interesse de discriminar candidatos formados num ou noutro país ou universidade,

Disse serem uma imposição da lei os concursos públicos e visam garantir justiça no acesso ao funcionalismo público, atendendo o número limitado de vagas.

Quanto à reclamação de falta de condições para trabalhar em algumas localidades do país, Sílvia Lutukuta lembrou aos colegas que o "Juramento de Hipócrates" obriga a servir onde haver necessidade de assistência.

Explicou que o novo regime remuneratório da carreira profissional oferece alguns incentivos e se vai procurando juntos dos governos provinciais melhorar algumas condições, como as da habitabilidade nos municípios.

Apontou também com incentivos à garantia de formação especializada dos médicos, mesmo a partir da periferia, dando a oportunidade de melhoria na carreira profissional.

A ministra Sílva Lutukuta admitiu também a possibilidade de se ir pensando na criação de outras fontes de financiamento à saúde, fora o Orçamento Geral do Estado (OGE), para melhorar a prestação e as condições de trabalho no sector.