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Médico angolano no Instituto de Medicina Tropical


02 Agosto de 2019 | 18h53 - Actualizado em 02 Agosto de 2019 | 18h52

médico filomeno fortes (à esquerd.) com o embaixador Carlos Alberto Fonseca

Foto: Cedida



Luanda - O médico angolano Filomeno Fortes, especialista em malária e doenças tropicais, foi eleito por unanimidade director do Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT) da Universidade Nova de Lisboa.


A eleição de Filomeno Fortes, doutor em Ciências Biomédicas e coordenador do Doutoramento em Ciências Biomédicas da Universidade Agostinho Neto, surgiu após um concurso internacional.

O outro finalista foi o médico brasileiro Roberto de Andrade Medronho, professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro e director da Faculdade de Medicina dessa universidade.

Na apresentação pública da sua proposta de acção para o IHMT para o período de 2019-2023, Filomeno Fortes defendeu o reforço do prestígio nacional e internacional do instituto, bem como as parcerias com os PALOP.

O médico, especialista em Saúde Pública e em malária e doenças tropicais, já desempenhou vários cargos em Angola: foi director nacional de Controlo de Endemias, chefe do departamento de controlo de doenças da Direcção Nacional de Saúde Pública e director do programa de controlo da malária. A nível internacional foi nomeado, em 2012, secretário-geral da Federação Internacional das Doenças Tropicais.

Criado a 24 de abril de 1902, com a denominação de Escola de Medicina Tropical, o IHMT esteve inicialmente vocacionado para o estudo, ensino e clínica das doenças tropicais.

Esta actuação evoluiu para uma abordagem integrada, que vai desde o nível molecular aos sistemas globais de saúde, com um forte empenho na resolução de problemas de saúde que atingem os mais pobres e os excluídos, em todos os continentes".