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Maternidade do Dundo carece de bloco operatório


05 Agosto de 2020 | 12h27 - Actualizado em 05 Agosto de 2020 | 12h27

Dundo - A maternidade do Hospital do Dundo, na Lunda Norte, necessita de um bloco operatório, para evitar a evacuação de gestantes que por várias razões são submetidas a cirurgia (cesariana), afirmou esta quarta-feira, a responsável da instituição, Antónia Muapeso.


A responsável referiu que por falta do bloco operatório, as gestantes submetidas ao serviço de cesariana são encaminhadas ao Hospital Maternidade Provincial, cerca de 15 quilómetros para o efeito, o que representa um risco, sobretudo aqueles casos que chegam em estado grave.

Disse ser um problema já do conhecimento das autoridades locais que tudo têm feito, junto do ministério, para ultrapassa-lo.

Por outro lado, disse que a instituição precisa de 30 novos enfermeiras, para reduzir a carga horária das actuais 16 profissionais, que são obrigadas a trabalhar em dois turnos, por escassez de quadros.

Informou que durante o primeiro semestre do ano em curso foram realizados mil, 585 partos, 21 dos quais resultaram em nados mortes, registando uma redução de 242 partos e 18 mortes materno-infantis.

A maternidade conta com Possui 11 médicos, dos quais dois expatriados e possui oito berçários, três marquesas, 13 camas.

Registo civil

A instituição já conta com um posto fixo do registo civil, desde o início do mês em curso, assegurado por duas especialistas da conservatória, o que permite que as crianças recém-nascidas tenham o registo de nascimento.

Desde a implementação do posto, segundo a responsável, mais de 50 crianças beneficiaram de cédulas, de forma gratuita, aconselhando os pais a escolherem os nomes dos filhos durante a gestação, para facilitar o processo.

Para o registo, os pais devem apenas ter em posse cópias dos Bilhetes de Identidade.