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Covid-19: Especialista sugere sensibilização em línguas nacionais


14 Agosto de 2020 | 13h49 - Actualizado em 14 Agosto de 2020 | 13h49

Acção de Formação de Formadores em Comunicação Comunitária sobre a COVID-19 (Arquivo) Foto: Gaspar dos Santos

Luanda - A especialista em saúde pública Maria Futi Tati sugeriu hoje às autoridades a intensificar as campanhas sensibilização em línguas nacionais, para prevenção e combate da pandemia do Covid-19.


Ao falar à margem da abertura do seminário para formação de formadores sobre o plano de resposta Covid-19, para líderes juvenis e comunitários, a médica afirmou que só com a capacitação dos agentes se poderá disseminar, através da línguas nacionais, as medidas de bio segurança em zonas mais recônditas do território nacional.

"É preciso capacitar os guerreiros e jovens no reforço de dados e a informações, tendo em conta o grau e nível de contaminação nas comunidades. Informados passam a entrar de casa em casa e levar a mensagem de entendimento da gravidade da pandemia e como devem precaver-se. Muitos ainda não cumprirem com as medidas de prevenção, por desconhecimento ou ignorância. Por isso a necessidade de intensificar as campanhas, principalmente em línguas nacionais”, disse.     

A título de exemplo, a prelectora do Ministério da Saúde admitiu que nos mercados e outros locais de concentração pública, muitas pessoas furtam-se ao cumprimento do distanciamento recomendado, lavagem das mãos, o uso de mascaras, entre outros, que em certa medida contribui na expansão da doença.

Acrescentou que, além dos activistas e outras instituições, os sobas, líderes comunitários e demais cidadão devem exercer as suas influências na sensibilização e esclarecimentos das medidas de prevenção ao covid-19, nas suas zonas de residência, utilizando a linguagem simples, clara e de fácil compreensão por todos os cidadãos.

Partilhando da mesma opinião, o secretário executivo do conselho municipal da juventude de Luanda, Alberto António Dala, justificou que os agentes estarão mais capacitados em realizar um trabalho mais eficaz junto das comunidades. “Temos lideres que dominam as línguas nacionais e deverão reforçar as campanhas de sensibilização junto das famílias”.                           

A acção formativa, organizado pelo Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, contou com temas específicos sobre o covid-19, orientados também pelos especialistas José Duarte, Carlos Alberto e Edmundo Muondo.

O ciclo já contou também com a capacitação de profissionais da comunicação social, entre outros.                   

Quanto à pandemia, o quadro epidemiológico nacional registou, nas últimas 24 horas, mais 53 novos infectados, três óbitos e sete recuperados.

Segundo o secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda, que quinta-feira fazia a actualização de dados da pandemia em Angola,  os novos casos positivos foram registados na província de Luanda.

Os novos infectados, de acordo com Franco Mufinda, têm idades compreendidas entre os 23 e 71 anos.

A lista incluiu 38 cidadãos do sexo masculino e 15 do sexo feminino.

Relativamente aos óbitos, Franco Mufinda anunciou tratar-se de dois cidadãos do sexo masculino e uma senhora, com 17, 60 e 50 anos de idade, respectivamente.

O país tem m acumulado de 1.815 casos positivos, com 83 óbitos, 584 pacientes recuperados e 1.148 activos.

Dos activos, quatro cinco estão em estado crítico e com ventilação mecânica invasiva, 25 em estado grave, 22 moderado, 35 com sintomas leves e 1.062 assintomáticos.