Sexta, 27 de Novembro de 2020
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Covid-19: MINSA distribui mais de 700 ventiladores


08 Setembro de 2020 | 23h58 - Actualizado em 08 Setembro de 2020 | 23h58

Maternidade Augusto NGangula, em Lunda, já usa ventiladores Foto: Luís Nascimento

Luanda - Mais de 700 ventiladores, entre invasivos e não invasivos, já foram instalados em todos os hospitais e centros de tratamento da covid-19 do país, com vista a atender os doentes críticos em Angola, afirmou esta terça-feira, em Luanda, a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta.


De acordo com a governante, em conferência de imprensa sobre as novas medidas do novo Estado de Calamidade Pública, além dos ventiladores já instalados, o Governo ainda tem um número considerável desse equipamento por montar ou reforçar eventuais défices nos hospitais.

Sem revelar o número de pacientes que já recuperam com esse equipamento, a ministra referiu que a estratégia de tratamento aos doentes tem estado a mudar, nos últimos tempos, usando-se ventiladores invasivos apenas aos pacientes que estiverem em situações críticas.

Esclareceu que, actualmente, tem se optado mais pela ventilação não invasiva e a mudança de posição do doente, colocando-se o paciente de barriga para baixo (posição prona), porque acredita-se que são as áreas posteriores do pulmão que precisam ser ventiladas.      

Com esse método, avançou a ministra e porta-voz da Comissão Interministerial, as autoridades sanitárias do país e internacionais têm tido sucesso na recuperação da maior parte dos doentes de covid-19 nessa condição, reduzindo a taxa de mortalidade dos infectados.

“A recuperação de um doente sob ventilação invasiva é muito complicada, por estar já na fase três da doença, uma situação quase irreversível. Por esta razão, quando se recupera um paciente nessa condição, as pessoas fazem festa, por ser um facto praticamnte inédito”, sublinhou.

A título de exemplo, a governante referiu que, das 124 mortes que Angola regista pela panemia, até ao momento, pelo menos 70 casos estiveram sob ventilação invasiva durante muito tempo.

“Actualmente, as autoridades sanitárias angolanas controlam três doentes críticos sob ventilação mecânica invasiva”, salientou, explicando que nem sempre os doentes críticos são submetidos à ventilação mecânica invasiva, por causa da complexidade desse tratamento.

Em relação à disponibilização de material de biossegurança nos hospitais, a ministra afirmou que o Governo fez um grande investimento na aquisição desse material e distribuiu por todos os hospitais de todas as províncias do país.

Por conta disso, apelou as autoridades sanitárias a serem céleres na disponibilização do material de biossegurança (luvas, máscaras faciais, entre outros) aos profissionais de saúde, por serem meios indispensáveis para o bom funcionamento dos serviços e protecção dos técnicos.

Assegurou que o sector vai trabalhar no sentido de se melhorar a disponibilização de equipamentos de trabalho aos profissionais de saúde.

Com o registo de 52 novos casos e quatro mortes, nas últimas 24 horas, Angola ultrapassou a barreira dos três mil infectados, dos quais 1.215 recuperados, 1.694 activos e 124 óbitos.