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Covid-19: Huíla reforça equipa de vigilância epidemiológica


02 Outubro de 2020 | 12h48 - Actualizado em 02 Outubro de 2020 | 12h48

Lubango - A equipa de vigilância epidemiológica da Huíla será reforçada, em breve, com seis técnicos, já em formação, para reduzir a carga horária dos 16 especialistas que trabalham ininterruptamente desde Março do ano em curso.


Os novos técnicos começaram a ser formados esta semana e depois de duas semanas, uma lectiva e outra prática, integrarão o grupo activo, explicou o chefe do Departamento provincial da Saúde Pública e Controlo de Endemias, José Hélio Chiangalala

O grupo de vigilância trabalha na identificação, recolha de amostras para análise de biologia molecular, testes rápidos e prestação de informações, estando nessa senda desde Março, sem descanso, pois o número não pertime revezamentos.  

Em declarações à Angop, fez saber que dos técnicos em exercício constam uma médica cubana, três técnicos de laboratório, quatro de vigilância, um gestor de dados e especialistas em biossegurança, que asseguram a descontaminação da equipa de campo.

Considerou ser um número insuficiente para a exigência do contexto, no qual precisariam no mínimo de 36 pessoas para integrar o grupo e assim poderem fazer escalas, visto que a mesma não descansa desde o Estado de Emergência.

Destacou ainda que as Forças Armadas Angolanas (FAA) ficaram de disponibilizar alguns quadros para integrarem a equipa, para se ter pessoal suficiente a fim de prmitir 14 dias de descanso.

No décimo quinto dia deverão realizar testes sobre a covid-19 e se o resultado for negativo, vão poder ir para junto das famílias e regressarem no trabalho no vigésimo oitavo dia.

No quadro da prevenção e combate à doença, pelo menos 70 chamadas são recebidas diariamente pela equipa provincial de vigilância epidemiológica na Huíla, 17 em média acabam sendo  investigadas.

 Explicou que em condições normais a equipa devia ter duas áreas para confinamento, uma para o repouso enquanto estiver fora das actividades e outra para quando estiver a trabalhar, o que não existe, de momento, pois ficam num só sítio, sem renda.

A província da Huíla tem actualmente um registo global de 22 casos positivos da covid-19, dos quais 16 activos, quatro óbitos e dois recuperados.