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Covid-19: Hipertensos dispensam consultas


27 Outubro de 2020 | 17h07 - Actualizado em 28 Outubro de 2020 | 06h24

Ilustração da COVID-19 Foto: Divulgação

Lobito - Em tempos de Pandemia, muitas pessoas hipertensas, com indícios de Acidente Vascular Cerebral (AVC), têm preterido as consultas no Hospital Regional do Lobito (HRL), província de Benguela, com receio de serem infectados pela Covid-19.


Esta informação foi prestada à Angop, pela médica Maria Capaça, tendo referido ser melhor as pessoas recorrerem imediatamente ao Hospital para serem consultadas e beneficiarem de uma medicação adequada, evitando-se o pior.

Recorrendo à estatística, Maria Capaça mostrou que, de Agosto a Outubro deste ano, o Hospital registou 36 casos, mais três que o mesmo período do ano passado,  com as idades a variarem dos trinta anos para frente.

“Entre os  factores de risco, estão a hipertensão, o alcoolismo, o tabagismo, o sedentarismo e a dieta inadequada como o excesso de sal e gorduras”, alertou a médica.

Explicou ainda que os pacientes normalmente chegam em estado de coma. “Depois da intervenção médica, segue-se o acompanhamento através de um psicólogo para ajudar a restabelecer o seu equilíbrio emocional”, disse.

Por seu turno, o responsável da fisioterapia do HRL, Fernando Eduardo, manifestou a sua preocupação em relação aos oito por cinco metros da sala destinada aos exercícios físicos, face aos cerca de 50 pacientes atendidos diariamente.

“Além de pacientes do Lobito, temos outros que são provenientes da Catumbela, Culango, Bocoio e até do Balombo”, frisou.

Ainda sobre o atendimento, fez saber que o Hospital dispõe de oito fisioterapeutas que cuidam dos pacientes com exercícios de  coordenação corporal, de equilíbrio e treinos de marcha, dentre outros.

Fernando Eduardo sublinhou que o acompanhamento familiar é fundamental para o equilíbrio psicológico do paciente, porque ele fica apenas 45 minutos no Hospital e o resto do tempo passa em casa.

Horácio Fernando, de 61 anos de idade, disse que faz fisioterapia no HRL há cerca de trinta dias e está a  recuperar satisfatoriamente.

O “mais velho” manifestou a sua alegria dizendo que “entrei em estado de coma, mas graças a Deus, estou a recuperar bem, inclusive, já consigo conduzir”.

O Acidente Vascular Cerebral é uma doença caracterizada por uma perda da função do sistema nervoso central, podendo ser transitória ou permanente, devido a obstrução dos vasos que levam o sangue até ao cérebro.